Fauna impressiona e resiste à poluição da lagoa da Pampulha.

Esgoto, metais pesados, pouco oxigênio, coliformes fecais, lixo. A soma desses fatores  não é suficiente para acabar com a vida na lagoa da Pampulha, que resiste  impressionando moradores, pescadores e turistas que passeiam na orla do principal  cartão-postal de Belo Horizonte.

Muita gente contraria as orientações das placas instaladas pela prefeitura, que alertam  para o perigo do banho e da pesca, e aproveitam o calor na casa dos 30 graus e céu sem  nuvens para pescar nas águas da lagoa. Surpreendentemente, com sucesso. Além de peixes grandes, uma tartaruga foi fisgada nos últimos dias.


Segundo o gerente de Planejamento e Monitoramento Ambiental da Secretaria Municipal de  Meio Ambiente, Weber Coutinho, atualmente a Pampulha é classificada como nível 4, o  pior dentro de uma série de parâmetros estabelecidos em uma portaria do Conselho  Nacional de Meio Ambiente (Conama), de 2007.

A intenção da prefeitura é que até a Copa de 2014, as águas sejam reclassificadas para  nível 3. Com isso, a pesca já seria permitida, mas banho e prática de esportes  aquáticos seguiriam proibidos. Para isso, no entanto, serão necessárias obras de  desassoreamento e canalização do esgoto que hoje é despejado diretamente na água.

O gerente de Fauna do Ibama, Daniel Vilela, diz que a fauna da Pampulha está adaptada à  poluição. No caso de tartarugas e dos jacarés que habitam o local, o couro resistente e  um sistema digestivo forte afastam as doenças. Pássaros como os biguás e garças também  são resistentes à poluição e se alimentam com tranquilidade dos moluscos e peixes.

Ainda de acordo com o biólogo, no ano passado, transeuntes encontraram alguns filhotes  de jacaré-do-papo-amarelo na orla da Lagoa, assim como um animal atropelado. O fato  confirmou que há uma população de jacarés na lagoa, e não apenas um animal, como os  técnicos pensavam. Os animais foram recolhidos ao Centro de Triagem do Ibama, e levados  para áreas de soltura.

Além da poluição, atualmente a Pampulha tem cerca de 750 mil metros cúbicos de  sedimentos. Para a retirada de todo esse material, seriam necessários cerca de 37.500  caminhões, segundo a Superintendência de Desenvolvimento da Capital (Sudecap). O  acúmulo de detritos é maior nas partes mais rasas, nas bordas da lagoa, em áreas cuja  profundidade vai até dois metros.

O último desassoreamento foi realizado em 2004, removendo 1 milhão de metros cúbicos de  material, com custo de R$ 110 milhões. Segundo a Sudecap, existem planos para uma nova  intervenção, mas não há recursos nem prazos definidos.

Por enquanto, é realizada apenas a limpeza de lixo da lagoa, com a retirada de 20  toneladas por dia, na época de chuva, e dez toneladas, no tempo seco. Segundo  informações da Copasa, em abril, devem começar os trabalhos para impedir que o esgoto  de 19% da população de Contagem e de 4% de Belo Horizonte seja despejado na lagoa.Serão investidos nas obras R$ 102 milhões.

Testo retirado do jornal HOJE EM DIA.

OBS: Karine, obrigada por mais uma matéria interessantíssima! Você sempre contribui bastante para o blog!

Marilia Escobar

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  1. Eba!!! É um prazer poder contribuir! E mais ainda me sentir uma parte disso tudo! Rsrsr

    Bjs!


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