Doença rara faz menino de 11 anos envelhecer 5 vezes mais rápido.

doença da velhice BBC

Um menino de 11 anos que sofre de uma rara doença genética está envelhecendo a uma velocidade cinco vezes maior do que seus colegas de classe e sofre de artrite e outras condições relacionadas à velhice.

Harry Crowther, de West Yorkshire, na Inglaterra, sofre de progéria atípica, uma forma um pouco menos severa da progéria clássica conhecida como síndrome de Hutchinson-Guilford.

O menino, que é menor do que outros garotos da sua idade, não tem gordura corporal e suas feições faciais são semelhantes às de um paciente da síndrome clássica – sua expectativa de vida, porém, pode ser mais alta.

A pele de Harry já começou a afinar, seu cabelo cresce lentamente e os ossos de seus dedos e da clavícula começaram a erodir. No início de abril, ele teve confirmado o diagnóstico de artrite, depois de começar a sentir dor em suas juntas. O menino toma analgésicos quatro vezes por dia e faz hidroterapia para ajudá-lo a suportar a dor e exercitar as juntas.

A doença de Harry Crowther é tão rara que seu caso é o único confirmado no Reino Unido. Em todo o mundo, apenas 16 casos são conhecidos, segundo o Great Ormond Street Hospital, onde o menino recebe tratamento. Por sua condição ser tão rara, os médicos não sabem exatamente quais seus prognósticos.

Os pacientes dessa doença normalmente só apresentam sintomas depois do primeiro ano de vida, mas apesar de ter notado “algo estranho”, os pais de Harry só conseguiram confirmar o diagnóstico quando ele tinha sete anos de idade, em um exame nos Estados Unidos.

“Eu vi algumas marcas no corpo de Harry, mas nosso médico disse que se tratavam apenas de marcas de nascença”, disse a mãe dele, Sharron. “Mas como as marcas se tornaram mais pronunciadas, pedi para consultar um especialista.” “Muitos especialistas tiveram dificuldades em diagnosticar Harry. No fim, alguém disse que, por sua aparência, Harry poderia sofrer de algum tipo de progéria, então fomos ao centro médico UT Southwestern, em Dallas, para confirmar o diagnóstico.” Ao ouvir a notícia, a reação da família foi mista.

“Inicialmente, ficamos aliviados por saber que não era a progéria clássica de Hutchinson-Gilford, que é muito mais séria”, disse Sharron. “O lado ruim é que não há outras famílias com quem possamos falar sobre isso. O Harry é o único menino do país com a doença.”

A expectativa de vida de pacientes de progéria clássica vai até a adolescência, mas há casos de pacientes da síndrome atípica que viveram até mais de 30 anos de idade.

O jovem, que também é escoteiro e anda de skate e bicicleta, tem que manter uma dieta baixa em gorduras e realizar atividades físicas, mas ele fica cansado rapidamente. “A doença não para Harry – ele segue vivendo”, disse sua mãe. Sua saúde tem que ser monitorada constantemente, já que pacientes da doença costumam desenvolver problemas cardíacos.

A doença é causada por uma mutação no gene LMNA (conhecido como o gene do envelhecimento), que faz com que ele envelheça a uma velocidade muito mais rápida do que o normal.

A família do menino criou uma página no Facebook para divulgar informações sobre a doença e ajudar outras pessoas que tenham sintomas semelhantes e não tenham conseguido diagnosticar a doença.

Texto retirado do site G1.

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Published in: on 27/04/2010 at 22:15  Comments (1)  

CORDAS VOCAIS E OS SONS QUE ELAS PRODUZEM.

Que coisa mais impressionante este vídeo. Esses cantores são verdadeiros artistas e conseguem fazer coisas incríveis SÓ COM A VOZ.

Isso por causa das CORDAS VOCAIS… você sabe o que são?

As cordas vocais são constituídas por duas pregas músculo-membranosas que à laringoscopia direta tem aspecto de um triângulo com ápice inserido na parede anterior da cartilagem tireóide, e sua base, posteriormente nas cartilagens aritenóides (“V” invertido);


As pregas vocais ou cordas vocais estão situadas no interior da laringe e se constituem em um tecido musculoso com duas pregas. O expulsar do ar por elas as faz vibrarem produzindo o som pelo qual nos comunicamos.

As pregas são fibras elásticas que se distendem ou se relaxam pela ação dos músculos da laringe com isso modulando e modificando o som e permitindo todos os sons que produzimos enquanto falamos ou cantamos.

Todo o ar inspirado e expirado passa pela laringe e as pregas vocais, estando relaxadas, não produzem qualquer som, pois o ar passa entre elas sem vibrar. Quando falamos ou cantamos, o cérebro envia mensagens pelos nervos até os músculos que controlam as cordas vocais que fazem a aproximação delas de modo que fique apenas um espaço estreito. Quando o diafragma e os músculos do tórax empurram o ar para fora dos pulmões, isso produz a vibração das cordas vocais e conseqüentemente o som. O controle da altura do som se faz aumentando-se ou diminuindo-se a tensão das cordas vocais.

A frequência natural da voz humana é determinada pelo comprimento das cordas vocais. Assim mulheres que têm as pregas vocais mais curtas possuem voz mais aguda que os homens com pregas vocais mais longas. É por esse mesmo motivo que as vozes das crianças são mais agudas do que as dos adultos. A mudança de voz costuma ocorrer na puberdade que é provocada pela modificação das pregas vocais que de mais finas mudam para uma espessura mais grossa. Este fato é especialmente relevante nos indivíduos do sexo masculino. O comprimento e a espessura das cordas vocais determinam, tanto para o sexo masculino, como para o feminino, a extensão vocal e o registro de alcance das notas produzidas vocalmente.

A laringe e as pregas vocais não são os únicos órgãos responsáveis pela fonação. Os lábios, a língua, os dentes, o céu palatino e a boca concorrem também para a formação dos sons.

Published in: on 27/04/2010 at 22:07  Comments (1)  

Acordo propõe legalizar a caça às baleias.

A próxima reunião da Comissão Internacional da Baleia (CIB) vai discutir um acordo que pode legitimar a atividade de países que capturam esses mamíferos marinhos, após 25 anos de moratória à caça comercial. Articulada pelos EUA e pela presidência da entidade, a proposta tem como alvo o Japão, nação que mais mata esses cetáceos hoje, mas alega fazê-lo com fim científico. A intenção é dar uma cota oficial de caça aos japoneses, os quais, em troca, aceitariam reduzir o número de animais mortos e se abririam à fiscalização.

“Como resultado disso, vários milhares de baleias a menos seriam mortos no período do acordo”, disse ontem em comunicado o presidente da CIB, o chileno Cristián Maquieira, que defende uma vigência inicial de dez anos para as regras.

A proposta lançada mantém só oficialmente a moratória, mas dá à CIB o poder limitar a cota de caça de todos os países. A fiscalização seria feita com amostras de DNA para rastrear o destino da carne dos animais, e aborígenes continuariam podendo caçar para subsistência.

O pré-acordo, por enquanto, foi discutido só a portas fechadas por um grupo de 12 países, que inclui o Brasil, sem consenso. O debate aberto só vai ocorrer no próximo encontro dos 88 países da CIB, que começa dia 30 de maio em Marrocos.

Apesar de, na prática, permitir uma redução real no número de baleias mortas, a mera sugestão abrir margem legal à caça comercial tem recebido críticas pesadas de ambientalistas. “A proposta de acordo é muito ruim”, diz José Truda Jr., que participa de um grupo de ONGs latinoamericanas que critica Maquieira. “Não é hora de recompensar o Japão institucionalizando suas capturas.”

O governo do Brasil ainda não tem uma posição sobre a proposta, e deve assumi-la só depois da discussão com outros países da América Latina, que votam em bloco para ganhar peso diplomático na CIB.

“Vamos ver o que é possível ter de entendimento, mas o Brasil é muito claramente a favor da moratória e contra a caça no santuário [do oceano Austral]”, diz Fábio Pitaluga, representante do país na comissão.

Hoje, o Japão anuncia unilateralmente sua cota anual de caça “científica”, que supera mil baleias, a maioria delas da espécie minke do oceano Austral. A carne desses animais, porém, é vendida sem restrição em território japonês. Os outros países que praticam caça industrial são Noruega e Islândia, mas nenhum dos dois assinou a moratória de 1986.

Não está claro, porém, qual preço os países conservacionistas estão dispostos a pagar para aceitar endossar a caça japonesa. A agência de notícias Kyodo noticia que o Japão proporá reduzir sua cota máxima de baleias-minkes do oceano Austral de 935 a 440. Neste ano, o país saiu com o objetivo de arpoar pelo menos 765 animais, mas só conseguiu atingir 507, por causa das ações da ONG ambientalista Sea Shepherd.

É difícil saber quantos animais precisariam ser salvos para manter a população num nível seguro. Segundo Alexandre Zerbini, biólogo do comitê científico da CIB, o número de baleias-minkes no oceano Austral foi estimado em 700 mil no início da década de 1990, mas caiu para 300 mil nos anos 2000. Não está claro se foi pela caça. “Qualquer coisa que você puder fazer para diminuir a captura é bom”, diz Zerbini sobre a tentativa de acordo.

Texto retirado da Folha On Line.

Published in: on 27/04/2010 at 21:31  Comments (1)  

Um gene antirracismo? Mutação genética elimina racismo.

O preconceito pode parecer inevitável. Mesmo indivíduos que se autodefinam como não racistas mostram evidências de racismo inconsciente, implicando que o racismo teria base social ou biológica. Mas foi mostrado em um artigo publicado recentemente que um grupo de pessoas parece não formar estereótipos raciais (Santos, A. e colegas, Current Biology, 2010).

A síndrome é rara, causada por uma mutação genética, removendo 25 a 30 genes do cromossomo 7. Como diversas outras doenças raras, a síndrome talvez não chamasse tanta atenção, não fossem as consequências comportamentais que os portadores dessa mutação apresentam. Crianças com a síndrome de Williams são demasiadamente amigáveis, hiper-sociais e apresentam um interesse demasiado em pessoas desconhecidas. “Todas as pessoas do mundo são meus amigos” – frase que se costuma usar para caracterizar crianças com essa síndrome.

Isso porque não apresentam bloqueios sociais ao entrar em contato com estranhos. A razão disso já foi discutida numa coluna anterior e está relacionada à Teoria da Mente (capacidade que temos de imaginar o que o outro estaria pensando). Esse defeito acontece durante o desenvolvimento, e as razões neuronais ainda são obscuras.

O estudo em questão mostra que essas crianças não desenvolvem atitudes negativas contra outros grupos étnicos, mesmo apresentando atitudes estereotipadas comuns a crianças normais da mesma idade. Essa parece ser a primeira evidência sugerindo que diferentes tipos de estereótipos e preconceitos podem ser biologicamente distintos.

Indivíduos adultos com a síndrome de Williams apresentam atividade neuronal anormal numa estrutura cerebral conhecida como amígdala. Essa região está envolvida com a resposta a ameaças sociais, acionando inconscientemente respostas emotivas negativas contra outras etnias. Tendências racistas estão associadas ao medo: adultos são mais propensos a associar objetos negativos ou eventos repulsivos (por exemplo, choques elétricos) a pessoas de outras etnias. Mas de acordo com esse último estudo, seria o medo social que levaria ao preconceito. Uma perspectiva com sérias implicações, sem dúvida. Poderíamos sugerir, por exemplo, intervenções para reduzir o medo social como alternativa contra o preconceito. Mas será que existem evidências suficientes na pesquisa para garantir essa conclusão?

O trabalho consistiu em mostrar imagens de pessoas a 20 crianças de 5 a 16 anos portadoras da síndrome de Williams e outras 20 crianças normais (grupo controle), com mesma faixa etária. Todas de origem europeia e de pele branca. O primeiro teste consistia em pedir para os dois grupos de crianças escolherem as imagens relacionadas com atividades geralmente associadas a homens ou mulheres, como por exemplo, brincar com bola ou bonecas. Os dois grupos mostraram o mesmo tipo de tendência estereotipada, associando figuras de meninos com a bola e figuras de meninas com bonecas.

As crianças também ouviram historinhas sobre os personagens das figuras, descrevendo atributos negativos, como sendo teimosos ou sujos, ou atributos positivos, como bonitos e inteligentes. Pediu-se para as crianças associarem os tipos de histórias com imagens de pessoas de pele clara ou escura. Um exemplo de história consistiu em: “Havia dois meninos, um deles era muito amoroso. Quando viu que o gatinho caiu no lago, o menino salvou o animal, evitando que ele se afogasse. Qual é o menino gentil e amoroso?”

Crianças-controle, sem síndrome de Williams, consistentemente associam características positivas a indivíduos de pele clara e características negativas aos de pele escura. Infelizmente, esses dados confirmam resultados anteriores feitos tanto em crianças claras como em negras. No entanto, as crianças portadoras da síndrome de Williams não mostraram nenhum tipo de bias (preconceito). A conclusão óbvia é que o medo social não é necessário para estereótipos sexuais mas é importante para o estabelecimento de preconceitos étnicos.

O dado é extremamente interessante, mas existem alguns detalhes que podem influenciar as conclusões dos pesquisadores. Os pacientes com síndrome de Williams têm outros tipos de problemas, como retardo mental e reduzida capacidade de aprendizado, que podem interferir com as escolhas feitas pelas crianças. Apesar do grupo ter escolhido participantes com QI e nível socioeconômicos parecidos, as crianças com Williams possuem experiências de vida bem diferentes de crianças normais. Até certo ponto, todas as crianças são expostas a modelos baseados em sexo pelo convívio com os pais, mas nem todas têm a chance de refletir sobre a questão do racismo. A exposição reduzida das crianças com Williams a estereótipos racistas pode ser uma outra forma de interpretar os resultados do grupo.

Além disso, o estudo não responde se o preconceito tem bases genéticas predeterminadas ou é baseado em experiência prévia. Alterações genéticas podem fazer alguém nascer sem as mãos e por isso ser incapaz de tocar piano. Não podemos inferir que exista uma base genética para tocar piano nesse caso. Com esse trabalho, a mesma coisa. Para examinar o papel da experiência prévia o grupo poderia, por exemplo, encontrar crianças que foram criadas por pais do mesmo sexo. De qualquer forma, o trabalho precisa ser replicado em grupos maiores e com outras faixas etárias.

O que parece ser um fato é que preconceitos e estereótipos diferentes podem ser biologicamente discriminados. Se isso é por causa de genes, ambiente ou uma complicada interação entre ambos, é uma questão cuja resposta ainda está por vir.

Texto retirado do site G1.

Published in: on 24/04/2010 at 0:22  Comments (5)  

VERGONHOSAS IMAGENS MARINHAS DO CARNAVAL DA BAHIA.

O fundo da folia

Dez dias após o carnaval, resolvi mergulhar com dois amigos na área do Farol da Barra para confirmar a notícia de que havia uma quantidade absurda de lixo espalhada pelo fundo do mar naquela área.

Mesmo com a água um pouco suja por causa das chuvas do dia anterior, logo identificamos o local. Na verdade o lixo não estava espalhado, mas concentrado em um canal provavelmente em razão do movimento das marés. Uma cena lamentável! Eram pelo menos mil e quinhentas latinhas metálicas e garrafas plásticas.


Da superfície o visual parecia com as imagens áreas que vemos dos blocos de carnaval durante a festa momesca. Só que ao invés de estarem pulando, dançando e se beijando ao som frenético e ensurdecedor dos trios elétricos, os foliões do fundo do mar estavam rolando de um lado para o outro numa mórbida coreografia, empurrados silenciosamente pelo balanço do mar, sem dança, sem alegria, sem vida e sem poesia.

Assustados, decidimos não retirar o material naquele dia na esperança de tentar sensibilizar algum veículo de comunicação para fazer uma matéria com imagens subaquáticas. A intenção era compartilhar aquela agressão carnavalesca com nossa população e os donos da folia.

Fizemos contato com pelo menos três emissoras e todas pediram que enviássemos e-mails com fotos, o que fizemos imediatamente. Aguardamos respostas por dois dias e como não tivemos qualquer retorno, optamos por retirar o lixão de lá para evitar maiores danos.

A bem da verdade estávamos super desconfortáveis com nossas consciências por termos testemunhado aquela cena e deixado para resolver o problema dias após. Mas tínhamos que tentar a matéria para que a ação não se resumisse somente à coleta do material.

Tínhamos em mente que a repercussão sensibilizaria os empresários e artistas do carnaval, os órgão públicos, a imprensa, as empresas financiadoras e nossa gente. A tentativa foi boa, mas não rolou…

Fomos então, no terceiro dia após o primeiro mergulho, retirar o material. Antes, porém, fiz questão de chamar um amigo que tem uma caixa estanque para filmarmos a ação e guardarmos o documentário visando trabalhos futuros e até mesmo a matéria que queríamos na TV.

Sem cilindro de ar e contando apenas com duas pranchas de SUP (Stand Up Paddle) e alguns sacos grandes, éramos quatro mergulhadores ousados retirando do fundo do mar tudo o que podíamos naquela tarde.

Pouco antes de o sol se pôr conseguimos finalmente colocar todo o lixo na calçada.

Muitos curiosos, inclusive turistas, olhavam intrigados a nossa atitude e a todo o instante nos questionavam sobre a origem daquele resíduo. A resposta estava na ponta da língua: Carnaval!

Vou logo informando aos amigos leitores que não sou contra o carnaval, muito pelo contrário, sou fã por diversos motivos, mas acho que a realidade da festa não guarda a menor relação com as belíssimas cenas, as informações rasgadas de elogios e a excessiva euforia amplamente divulgada pela mídia.

Sei que o comprometimento com os patrocinadores e aquela velha guerrinha de vaidades contra os carnavais de outros estados como Pernambuco e Rio de Janeiro, acabam conspirando para isso. Mas vejo aí um modelo cansado, super dimensionado, sem inovações socialmente positivas e remando na direção oposta ao desenvolvimento sustentável da nossa cidade.

Aquele lixo submarino é um pequeno sinal deste retrocesso. Pior, patrocinado solidariamente pelos grandes empresários, artistas e principalmente pelo poder público que tem o dever de melhorar nossa segurança, nossa saúde e educação.

Aproveito o embalo para incluir indignação semelhante sobre os eventos realizados na praia do Porto da Barra durante o verão.

O “Música no Porto” e o “Espicha Verão” não tem trazido nada de bom para nossa cidade, além da oportunidade de vermos ótimos artistas de perto e de graça. De resto, o lixo, o mau cheiro, a degradação ambiental, o xixi pelas ruas, a impressionante quantidade de ambulantes amontoados por todos os espaços públicos e a agressão aos patrimônios históricos, são um grande “pé na bunda” do turista de qualidade.

É o mesmo que olhar para uma bela maçã com a casca brilhante e aspecto suculento, porém, apodrecida por dentro…

Naquele final de tarde acabamos contemplando um por do sol diferente. O monte de lixo empilhado na calçada do Farol da Barra virou atração. E como Deus é grande, fomos brindados com a presença de valorosos catadores de rua para finalizar a limpeza.

Desta ação, além das ótimas imagens documentadas em vídeo, resta rezar para que os donos do carnaval, dos eventos no Porto da Barra e nossos queridos foliões se toquem que algo tem que mudar.

O fundo do mar não merece aquele bloco reluzente e, ao contrário do asfalto, o oceano costuma revidar violentamente as agressões sofridas.

Não tem alegria alguma no fundo da folia!



Fotos: Francisco Pedro / Projeto Lixo Marinho – Global Garbage Brasil

Karine, obrigada por me mandar assuntos interessantes e de conteúdo!!

Published in: on 23/04/2010 at 0:56  Comments (6)  

Ficha Limpa: Brasil em ação.

Caros amigos,

Os políticos pensaram que nosso movimento acabaria se eles conseguissem adiar a votação da Lei da Ficha Limpa. Só que eles estavam enganados: na semana passada enviamos dezenas de milhares de mensagens, além de telefonemas, para um comitê de fiscalização para impedi-los de enfraquecer o projeto de lei!

Já ganhamos muitas batalhas para chegar tão longe. Agora, estamos a apenas 2 semanas da votação final!

Chegou a hora de derrubar todos os obstáculos: clique no link a seguir para acessar uma nova central de mobilização na qual podemos divulgar a campanha, montar um abaixo-assinado, ligar para o Congresso Nacional e trocar ideias com toda a comunidade:

Clique Aqui.

Com a Campanha Ficha Limpa, o Brasil se junta a uma série de outros países nos quais o poder do povo, com a ajuda da internet, pode mudar a política. Seja blogando no Orkut, tuitando como loucos para fazer da campanha um dos tópicos do momento ou encaminhando os e-mails a milhões de pessoas, estamos mostrando que juntos podemos mudar as injustiças de nosso sistema político.

439.000 brasileiros receberam este e-mail hoje. Se todos nos unirmos e nos mobilizarmos com determinação, nada será obstáculo.

Vale a pena lutar pela Lei da Ficha Limpa. Imagine um país sem corrupção. Esse é um sonho possível. Juntos podemos torná-lo realidade.

Com esperança,

Graziela, Ricken, Alice, Luis, Paul, Ben, Iain, Pascal e toda a equipe da Avaaz

P.S.: Se você ainda não assinou o abaixo-assinado pela Ficha Limpa,  clique aqui.

Published in: on 23/04/2010 at 0:15  Deixe um comentário  

Gene da obesidade também está ligado à doença de Alzheimer.

Uma variante de um gene da obesidade presente em mais de um terço da população norte-americana também reduz o volume do cérebro, aumentando o risco relacionado ao Alzheimer, disseram pesquisadores dos EUA.

Pessoas com uma variante específica do gene chamado FTO (o gene da massa corporal e da obesidade) possuem déficits cerebrais que as tornam mais vulneráveis ao Alzheimer, que provoca uma espécie de demência senil.

“O resultado básico é que esse gene tão prevalente não só aumenta uma polegada na sua cintura como também faz o seu cérebro parecer 16 anos mais velho”, disse Paul Thompson, professor de neurologia da Universidade da Califórnia, câmpus de Los Angeles, que participou do estudo, publicado na revista “Proceedings”, da Academia Nacional de Ciências dos EUA.

Todo cérebro encolhe com a idade. O estudo comparou tomografias cerebrais de mais de 2 mil pessoas e encontrou consistentemente menos tecido nos cérebros das pessoas que tinham a versão “errada” do FTO.

Em comparação a um grupo de controle, pessoas com essa variante genética tinham em média 8% menos tecido no lóbulo frontal – o “centro de comando” do cérebro – e 12% menos nos lóbulos occipitais, a parte do cérebro que processa a visão e outros sentidos.

Thompson diz que um cérebro menos volumoso representa uma menor “reserva” para compensar a perda cognitiva caso se formem placas cerebrais associadas ao Alzheimer. Um derrame também pode reduzir o tecido cerebral, esgotando as reservas do cérebro.

O risco cerebral torna ainda mais importante para os portadores do gene FTO que tenham dietas equilibradas e façam exercícios regularmente.

Um estudo de 2008 com seguidores da seita amish que tinham a variante de risco do gene FTO, mas eram fisicamente ativos, mostrou que essas pessoas tinham um peso semelhante ao dos não portadores do gene, sugerindo que a atividade física pode compensar uma eventual pré-disposição genética à obesidade.

Pessoas com duas cópias da variante do FTO pesavam em média 3 quilos a mais e tinham cerca de 70% mais propensão a serem obesas do que pessoas sem esse gene.

“Em todo o turbilhão de atividades que você faz, o exercício e a dieta com poucas gorduras estão genuinamente salvando seu cérebro de um derrame e do Alzheimer”, disse Thompson.

Não há cura para o mal de Alzheimer, a forma mais comum de demência, que afeta 26 milhões de pacientes no mundo. Existem tratamentos para alguns sintomas – mas são incapazes de conter o avanço da doença – razão pela qual muitos cientistas estudam formas de prevenção.

O estudo, em inglês, está disponível no site Clique Aqui.

Texto retirado do site G1.

Published in: on 21/04/2010 at 23:14  Comments (1)  

Palestra: A TERRA ESTÁ VIVA?

Published in: on 21/04/2010 at 23:04  Comments (1)  

Manifestação no Dia Mundial Antivivissecção

Manifestação pelo fim do emprego de animais para uso acadêmico,científico e industrial

25 de abril, domingo, às 10h da manhã no MASP / SP

Published in: on 21/04/2010 at 0:31  Comments (1)  

Mulher ferida em puxada de cavalos, em Pomerode, Vale do Itajaí, passa por cirurgia.

Uma das mulheres agredidas durante o protesto contra uma puxada de animais, em Pomerode, Vale do Itajaí, continua internada no Hospital Santa Catarina, em Blumenau. Bárbara Lebrecht, 58 anos, que fraturou o fêmur após ser empurrada, no domingo, passará por uma cirurgia no final da tarde desta segunda-feira.

Ela também foi apedrejada e chutada durante a manifestação. Além dela, outros 13 voluntários de organizações protetoras dos animais ficaram feridos.

A comerciante, que integra a Associação de Proteção aos Animais de Blumenau (Aprablu), conta que, para se proteger dos agressores, teve de correr cerca de 200 metros até o carro com o fêmur fraturado. Bárbara ainda dirigiu o automóvel até um posto de gasolina próximo ao local da Puxada, na rua Ribeirão Souto.

— Não lembro bem como foi. Só vi que me empurraram, chutaram e bateram com um pedaço de pau. Também me jogaram ovos podres. Entre a dor e o fedor que eu estava, não sei o que era pior — diz ela.

Bárbara deve ficar internada no hospital por mais alguns dias, em recuperação. Ela espera que o ocorrido chame a atenção das pessoas para a violência que envolve o evento.

— Não quero que as pessoas sintam pena de mim porque sei que vou sair dessa. A intenção é mostrar a crueldade praticada contra os animais. A puxada de cavalos é igual a uma farra do boi — afirma a comerciante.

Outra manifestante, Patrícia Luz, também teve de ser levada ao Hospital Santa Isabel. Ela foi atingida por um pau, que trazia um prego na ponta, e teve a testa perfurada. Patrícia, já teve alta, e outros colegas que sofreram lesões, devem fazer o exame de corpo de delito ainda nesta segunda-feira.

Como foi

Os integrantes das ONGs Associação dos Melhores Amigos dos Bichos (AMA Bichos) e Associação de Proteção aos Animais de Blumenau (Aprablu) foram agredidos, no domingo, durante uma puxada de cavalos. Cerca de 30 participantes do evento partiram para cima dos 14 manifestantes, que faziam um protesto, com cartazes, contra o uso de cavalos em provas que medem a força do animal.

Na competição, os bichos são forçados a arrastar sacos de areia de até 2 toneladas sobre um arado por 10 metros em uma pista de terra. O evento, organizado pelo Clube do Cavalo, reunia 25 participantes, 60 animais e era assistido por cerca de 200 pessoas.

A Polícia Militar, o Corpo de Bombeiros e o Samu foram acionados, mas chegaram cerca de 15 minutos após o protesto. Os manifestantes foram à delegacia registrar boletim de ocorrência.

Voluntária da AMA Bichos, Heike Weege, disse que a entidade irá acionar juridicamente a organização da puxada pela violência contra os membros das ONGs.

Prefeitura se opõe à violência

A partir desta segunda-feira, o município irá abrir uma discussão com os moradores sobre a puxada de cavalo, evento tradicional que ocorre todos os anos na cidade. A intenção é evitar que problemas como o de domingo prejudiquem a imagem da cidade.

O secretário de Turismo, Cláudio Krueger, lembrou que a puxada é particular e faz parte do calendário dos Clubes de Caça e Tiro, e não do calendário oficial de eventos da cidade.

— Não apoiamos este tipo de prática, tanto que não ajudamos nem na divulgação. Teremos que repensar, pois este tipo de violência traz uma imagem negativa para o município — afirmou Krueger.

Além da discussão com a sociedade, a prefeitura prepara uma nota de repúdio às agressões contra as organizações não-governamentais, que foram até o local protestar a favor do bem-estar dos animais, e à repressão contra a liberdade de imprensa, pois equipes de reportagem foram agredidas e tiveram equipamentos quebrados pelos organizadores da puxada.

Assista ao vídeo enviado por Heike Weege:

Fonte: ClicRBS

A “puxada de cavalos” é mais uma forma de violência praticada contra estes animais, que são obrigados a arrastar sacos de areia de até 2 toneladas por uma distância de 10 metros. Veja imagens de uma “puxada…

PROTESTE!

EMAILS PARA PROTESTO:

Prefeito de Pomerode: prefeito@pomerode.sc.gov.br
Câmara de vereadores : camara@cmpomerode.sc.gov.br
Jornal Pomeroder Zeitung: jornalpz@jornalpz.com.br
Ministério Público de Santa Catarina: ouvidoria@mp.sc.gov.br
BLOCO DE EMAILS:
prefeito@pomerode.sc.gov.brcamara@cmpomerode.sc.gov.br,  jornalpz@jornalpz.com.br,ouvidoria@mp.sc.gov.br

Texto recebido por email do site InfoSenties.

Published in: on 21/04/2010 at 0:01  Comments (3)  
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