Semana do Meio Ambiente

Segue a programação de Inhotim e do Projeto Tamar.

Caso não estejam visualizando bem a foto, favor clicar em cima da imagem.


Anúncios
Published in: on 30/05/2010 at 20:26  Comments (1)  

Espécie de ave em Madagascar é declarada extinta.

O efeito combinado de espécies de peixes de outros locais e as redes de pesca feitas de náilon provocaram a extinção de uma ave aquática em Madagascar, anunciou hoje um grupo conservacionista.

O frágil animal, conhecido como alaotra grebe, foi declarado extinto 25 anos depois da última vez que foi avistado, segundo a BirdLife International. “Evidentemente, a suspeita de seu desaparecimento não é nova”, disse Martin Fowlie, porta-voz da BirdLife, que organiza a “lista vermelha” de espécies de aves em perigo.

Os cientistas resistiram a declarar sua extinção de imediato porque a ave vivia no extremo oriental do país, onde a observação é difícil. “Não queríamos declarar a extinção e que a ave surgisse dois anos depois”, explicou.

A BirdLife responsabilizou a introdução de um peixe no Lago Alaotra e o uso de redes de pesca de náilon, que asfixiam as aves, pela extinção da espécie.

Texto retirado do site IG.

Published in: on 30/05/2010 at 20:03  Comments (3)  

Menina de 6 anos que recebeu 3º coração volta à escola em Londres.

Uma menina de 6 anos que se recupera do segundo transplante de coração realizado em 2009 em um hospital em Londres voltou a frequentar a escola na semana passada. Em alguns momentos, os médicos chegaram a acreditar que Amy Ferguson não viveria por mais de 24 horas, mas a garota sobreviveu e espera que, na semana que vem, participe do dia dos esportes realizado na escola. As informações são do Daily Mail.

O primeiro transplante ocorreu quando Amy tinha 2 anos, devido a uma infecção na artéria aorta que estava destruindo o órgão. Os médicos não esperavam que ela vivesse mais que 24 horas. Contudo ela sobreviveu para o transplante.

Apesar da utilização de drogas contra rejeição, uma rara condição fez com o que corpo rejeitasse o novo coração. Dois anos mais tarde ela voltou ao hospital, onde a família foi informada que ela precisava de um novo coração.

Em 2009, Amy passou por nove horas de operação, que foi considerada um sucesso. Após cinco meses em observação, ela voltou para casa em novembro e, na semana passada, pode retornar à escola. “Após tudo que ela passou, ela continua sendo uma menina feliz que apenas quer continuar vivendo”, diz à reportagem a mãe Veronica.

Texto retirado do G1.

Published in: on 30/05/2010 at 19:58  Comments (2)  

Escovar pouco os dentes pode causar doenças cardíacas.

Pessoas que não escovam os dentes ao menos duas vezes por dia aumentam em 70% as chances de ter doenças cardíacas, de acordo com um estudo coordenado pelo professor Richard Watt, da University College London, publicado na revista especializada “British Medical Journal”.

O estudo feito nos últimos oito anos com mais de 11 mil adultos da Escócia confirmou pesquisas anteriores que associavam doenças na gengiva a problemas cardíacos.

Já se sabia que inflamações na boca e nas gengivas têm um papel importante no entupimento de artérias, um dos fatores que levam a doenças cardíacas. No entanto, essa foi a primeira vez em que se confirmou que a frequência da escovação tem influência no risco de doenças cardíacas.

Metodologia. Os participantes do estudo deram informações sobre seus hábitos de higiene oral, bem como se fumavam, faziam atividades físicas e visitas frequentes ao dentista.

Além disso, também foram coletadas amostras de sangue e informações sobre o histórico de cada paciente e de doenças cardíacas na família.

Ao todo, seis em cada dez pessoas afirmaram ir ao dentista uma vez a cada seis meses, e sete em dez afirmaram escovar os dentes duas vezes por dia.

Ao longo dos oito anos de pesquisa, foram registrados 555 “eventos cardiovasculares”, como infartos, dos quais 170 foram fatais.

Levando em conta fatores que aumentam o risco de doenças cardíacas, como classe social, obesidade, fumo e histórico familiar, os pesquisadores descobriram que aqueles que escovam os dentes duas vezes por dia correm menos riscos.

Análise. O assessor científico da Associação Dentária Britânica, Damien Walmsley, afirmou que ainda não está claro se existe uma relação definitiva de causa e efeito entre higiene oral e doenças cardíacas. “Qualquer que seja a posição verdadeira, pode-se dizer com certeza que, se as pessoas escovarem os dentes duas vezes por dia com pasta de dente com flúor, visitarem o dentista regularmente e restringirem o consumo de doces à hora da refeição, irão ajudar muito a manter as gengivas e os dentes em bom estado por toda a vida”, disse Walmsley.

Texto retirado do jornal O TEMPO.

Published in: on 30/05/2010 at 19:51  Comments (3)  

Aves migratórias fazem voos de mais de 11 mil km sem parar.

Em 1976, o biólogo Robert Gill Jr. foi à costa sul do Alasca para pesquisar as aves se preparando para suas migrações de inverno. Uma espécie em particular, uma ave que vive no limo chamada fuselo, deixou-o intrigado. Essas aves eram muito gordas. “Elas pareciam bolinhas voadoras”, disse Gill.

Na época, os cientistas sabiam que os fuselos passavam o inverno em lugares como Nova Zelândia e Austrália. Para chegar lá, a maioria dos pesquisadores supôs que as aves realizavam uma série de voos pela Ásia, parando no caminho para descansar e comer. Afinal, elas eram aves terrestres, não aves marinhas que conseguem mergulhar para conseguir comida no oceano.

Mas Gill obervou que, no Alasca, os fuselos estavam se alimentando de mariscos e vermes como se pudessem comer por um grande período de tempo. “Eu fiquei imaginado por que aquelas aves estavam engordando aquele tanto”, disse o pesquisador.

Gill então ficou pensando na possibilidade de aqueles fuselos ficarem no ar por mais tempo do que os cientistas acreditavam. Seria difícil testar essa ideia, pois não seria possível acompanhar as aves em voo. Por 30 anos, ele tentou formar uma rede de ornitólogos (observadores de pássaros) que buscavam fuselos migratórios sobre o oceano Pacífico.

Finalmente, em 2006, a tecnologia permitiu que as ideias de Gill realmente fossem postas em prática. Ele e seus colegas conseguiram implantar transmissores via satélite nos fuselos e rastrear seus voos.

Os transmissores enviaram a localização das aves para o computador de Gill. Ele disse que, às vezes, ficava acordado até 2h para ver o sinal mais recente aparecer no programa Google Earth que rodava em paralelo no seu computador. Assim como ele suspeitava, os fuselos voaram sobre o oceano aberto rumo ao sul pelo Pacífico. Eles não pararam em ilhas no meio do caminho. Em vez disso, eles viajaram mais de 11 mil km em nove dias – o maior voo sem escalas já registrado. “Fiquei sem palavras”, disse Gill.

Desde então, cientistas vêm rastreando inúmeras aves migratórias. Os resultados estão começando a ser publicados agora. Esses dados deixam claro que os fuselos não estão sozinhos. Outras espécies de aves podem voar vários milhares de quilômetros sem escala em suas migrações. Os cientistas antecipam que, nos próximos anos, quando mais dados forem reunidos, mais aves se juntarão a esse grupo de elite.

“Acho que teremos um número imenso de exemplos”, disse Anders Hedenstrom, da Universidade Lund, na Suécia.

Enquanto cada vez mais aves se provam ultramaratonistas, os biólogos estão voltando sua atenção para a forma como elas administram feitos de resistência tão grandiosos. Considere, por exemplo, um dos maiores testes de resistência humana nos esportes, a Volta da França. Todos os dias, os ciclistas sobem e descem montanhas pedalando durante horas. Nesse processo, eles aumentam seu metabolismo em cerca de cinco vezes em relação ao momento em que estão descansando.

O fuselo, entretanto, eleva seu índice metabólico de 8 a dez vezes. E, em vez de encerrar cada dia com um grande jantar e uma boa noite de sono, as aves voam a noite toda, ficando com fome aos poucos enquanto viajam a 64 km por hora.

“Estou impressionado com o fato de que os fuselos podem voar assim”, disse Theunis Piersma, biólogo da Universidade de Groningen.

Traduzido por André Luiz Araújo


Dispositivos de monitoramento de localização evoluíram com o tempo

Nos anos 1960, zoólogos começaram a rastrear ursos e outros mamíferos com colares de rádio e depois passaram para os transmissores via satélite. Nessa época, os ornitólogos não tinham como monitorar as aves. O peso dos rastreadores impossibilitava seu uso em aves migratórias.

Na última década, porém, os transmissores diminuíram para um tamanho suportável pelas aves. No primeiro experimento de sucesso do biólogo Robert Gill, ele e alguns colegas implantaram um modelo de 28 g na cavidade abdominal de fuselos, que pesam cerca de 340 g e cujas asas têm envergadura de 76 cm. No próximo mês, Gill deve testar um transmissor de apenas 16 g. Apesar disso, a maioria das aves migratórias é tão pequena que mesmo um transmissor desse peso seria intolerável.

Felizmente, os pesquisadores conseguiram diminuir outro tipo de dispositivo de rastreamento. Conhecido como geolocalizador, ele pode ser tão leve quanto dois grãos de arroz, apenas 5 g.
Os geolocalizadores podem ficar pequenos assim porque eles não se comunicam com os satélites. Eles apenas registram a mudança nos níveis de luz. Se os cientistas conseguirem recapturar as aves com o dispositivo, eles podem recuperar os dados. Aí, eles usam programas de computador para avaliar o trajeto das aves baseando-se na elevação das aves e posição do Sol.

Texto retirado do jornal O TEMPO.

Published in: on 30/05/2010 at 19:46  Comments (5)  

Você sabia que algumas espécies de gafanhotos sabem nadar?

Além de bons cantores e saltadores, alguns gafanhotos são também exímios nadadores. Por essa você não esperava, não é mesmo? Mas é verdade! Existem espécies de gafanhoto que sabem nadar e fazem mergulhos longos, que podem durar até uma hora. Haja fôlego!

Antes de mais nada, nem tente afundar no tanque aquele gafanhoto que pousou na sua planta: ele vai se afogar. Vamos frisar mais uma vez que apenas algumas espécies apresentam essa habilidade.

Os gafanhotos nadadores desenvolveram características físicas específicas. Uma delas é ter o terceiro par de pernas achatado, o que favorece seus movimentos debaixo d’água. Para segurar a respiração durante tanto tempo, esses gafanhotos semi-aquáticos também precisam de outra adaptação: seus espiráculos (orifícios por onde entra o ar) têm pêlos maiores do que o normal. Assim que esses animais mergulham, no exato momento em que afundam suas cabeças, eles fazem duas bolhas de ar, uma em cada lateral do corpo, entre o abdômen e suas pernas. Enquanto estiver debaixo d’água, ele retirará o oxigênio exatamente dessas bolhas. Os pêlos maiores dos espiráculos ajudam a segurar a bolha de ar junto ao corpo do gafanhoto.

E por que será que esses gafanhotos mergulham? Veja que curioso: essas espécies passam a vida nos aguapés, que são as plantas que vivem na borda dos rios, lagos e brejos. As mães-gafanhoto colocam seus ovos dentro dos cabos dessas plantas, e os filhotes depois de nascer, continuam lá, alimentando-se dessas plantas aquáticas. Pois bem, os maiores predadores dos gafanhotos são os passarinhos. E para escapar deles, os gafanhotinhos – pimba! – mergulham e ficam paradinhos, grudados nas raízes submersas dos aguapés. Danados, hein?!

Marcos Gonçalves Lhano
Laboratório de Othopterologia,
Universidade Federal de Viçosa

Published in: on 30/05/2010 at 19:40  Comments (5)  

Ratos mostram expressões de dor assim como os humanos.

As expressões faciais de ratos podem ser usadas para avaliar a quantidade de dor que sentem. Descobertas desse tipo ajudam pesquisadores de animais, como veterinários, a detectar desconforto físico em animais de mais confiável.

Para identificar as caretas que indicam a dor, o cientista Jeffrey Mogil da Universidade McGill, em Montreal, no Canadá, e sua equipe filmaram ratos sem dor durante 30 minutos. Em seguida, gravaram mais 30 minutos após aplicar no abdômem dos animais uma injeção que continha uma fraca solução de vinagre com o objetivo de causar dores de baixa intensidade.

A partir do filme, o grupo elaborou uma “escala da dor” com base nas mudanças faciais. Em algumas delas, os olhos apareciam ora apertados ora esbugalhados.

Mogil diz que as expressões faciais podem desempenhar um papel importante na comunicação do rato, talvez ajudando a alertar os animais iguais e próximos a ele sobre perigos. Estudos anteriores demonstraram que os ratos percebem quando o outro tem dor e, no caso de ratos do sexo feminino, em particular, tendem a ficar perto dos que sofrem.

A dor leve, como a produzida por um clipe preso na cauda por alguns segundos, ou a dor crônica, como uma lesão no nervo provocada cirurgicamente, não provocaram caretas. O pesquisador conta que os ratos podem ter evoluído o suficiente para esconder essa dor de modo que eles não sejam identificados como fracos pelos predadores ou rivais.

Texto retirado do site R7 Notícias.

Published in: on 30/05/2010 at 19:33  Comments (3)  

Doma de cavalos sem violência é possível?

Amigos,

É de arrepiar… é sentir que existem pessoas boas e que é possível deixar um animal dócil sem a violência.

Me bateu uma pontinha de esperança…

Vejam e se emocionem com a cumplicidade deste vídeo!

Marilia Escobar

Qual o segredo, ou que mistério explica o bem que um cavalo faz para pessoas com problemas psicomotores, principalmente as crianças?

O Globo Rural reencontrou o encantador de cavalos Monty Roberts, desta vez no Brasil, e documentou sua emoção ao ver os cavalos servindo de terapia para jovens e crianças portadores de várias dificuldades.

O cavalo é um animal enorme perto de nós, pode ser agressivo, perigoso. Isso quando responde com brutalidade à mesma brutalidade com que é tratado. Mas dentro desse grande animal existe também doçura como mostra Monty Roberts. No caso da equoterapia, o cavalo passa doçura e uma força misteriosa para pessoas com dificuldades neuromotoras.

Matéria retirada do Globo Rural.

Published in: on 30/05/2010 at 10:34  Comments (16)  

Curso MANEJO E MANUTENÇÃO DE MAMÍFEROS EM ZOOLÓGICO

MANEJO E MANUTENÇÃO DE MAMÍFEROS EM ZOOLÓGICO
ZOOLÓGICO DE SOROCABA – SP

Palestrante:
Msc. Rodrigo H. F. Teixeira
Médico Veterinário do Zôo de Sorocaba – SP
Mestre em Biologia Animal

Programação

Sábado

  • A Função de um Zoológico Moderno
  • Manutenção de mamíferos em cativeiro
  • Manejo de mamíferos – prática
  • Principais doenças que acometem mamíferos em cativeiro

Domingo:

  • Visita ao Zoológico

Data: 17 e 18 de julho de 2010

Sábado: 17/07 – 08:00 às 12:00 / Almoço 12:00 às 14:00 / 14:00 às 18:00

Domingo: 18/07 – 09:00 – Visita ao zoológico

SAÍDA: Sexta feira 16 de julho / Ônibus da porta do Centro Universitário UNA – Campus Aimorés – às 21:00. Rua Aimorés nº 1.451 – Lourdes

LOCAL:
PARQUE ZOOLÓGICO MUNICIPAL QUINZINHO DE BARROS / ZOOLÓGICO DE SOROCABA – S.P
Rua Teodoro Kaisel, nº. 883 – Vila Hortência – Sorocaba – SP

VALOR R$ 280,00

(ÔNIBUS E HOSPEDAGEM INCLUÍDOS) – Apartamentos duplos

APENAS 40 VAGAS

Inscrições:
Depósito Bancário

Mais informações no site Bio Galápagos!!

Published in: on 29/05/2010 at 23:26  Comments (2)  

ANOREXIA, VOCÊ CONHECE?

Aí fica difícil, né? rsrs

Mas deixando a brincadeira um pouco de lado, a ANOREXIA é um tema muito importante, afinal, o modelo de beleza imposto pela sociedade são mulheres cada vez mais altas, lindas e magérrimas. Para ficarem desta forma, adolescentes ficam sem comer, tomam remédios sem receita médica, praticam bulimia, entre muitas outras coisas.

E você? Conhece esta doença?

O que é?

Essencialmente é o comportamento persistente que uma pessoa apresenta em manter seu peso corporal abaixo dos níveis esperados para sua estatura, juntamente a uma percepção distorcida quanto ao seu próprio corpo, que leva o paciente a ver-se como “gordo”. Apesar das pessoas em volta notarem que o paciente está abaixo do peso, que está magro ou muito magro, o paciente insiste em negar, em emagrecer e perder mais peso. O funcionamento mental de uma forma geral está preservado, exceto quanto a imagem que tem de si mesmo e o comportamento irracional de emagrecimento.

O paciente anorético costuma usar meios pouco usuais para emagrecer. Além da dieta é capaz de submeter-se a exercícios físicos intensos, induzir o vômito, jejuar, tomar diuréticos e usar laxantes. Aos olhos de quem não conhece o problema é estranho como alguém “normal” pode considerar-se acima do peso estando muito abaixo. Não há explicação para o fenômeno, mas deve ser levado muito a sério, pois 10% dos casos que requerem internação para tratamento (em hospital geral) morrem por inanição, suicídio ou desequilíbrio dos componentes sanguíneos.

Como é o paciente com anorexia?

O paciente anorético só se destaca pelo seu baixo peso. Isto significa que no seu próprio ambiente as pessoas não notam que um determinado colega está doente, pelo seu comportamento. Mas se forem juntos ao restaurante ficará evidente que algo está errado. O paciente com anorexia não considera seu comportamento errado, até recusa-se a ir ao especialista ou tomar medicações.

Como não se considera doente é capaz de falar desembaraçada e convictamente para os amigos, colegas e familiares que deve perder peso apesar de sua magreza. No começo as pessoas podem até achar que é uma brincadeira, mas a contínua perda de peso apesar da insistência dos outros em convencer o paciente do contrário, faz soar o alarme. Aí os parentes se assustam e recorrem ao profissional da saúde mental. Os pacientes com anorexia podem desenvolver um paladar estranho ou estabelecer rituais para a alimentação. Algumas vezes podem ser flagrados comendo escondidos. Isto não invalida necessariamente o diagnóstico embora seja uma atitude suspeita.

Depois de recuperado o próprio paciente, já com seu peso restabelecido e com a recordação de tudo que se passou não sabe explicar porque insistia em perder peso. Na maioria das vezes prefere não tocar no assunto, mas o fato é que nem ele mesmo concorda com a conduta insistente de emagrecer. Essa constatação, no entanto não garante que o episódio não volte a acontecer. Depois de recuperados esses pacientes retornam a sua rotina podendo inclusive ficar acima do peso.

Há dois tipos de pacientes com anorexia: aqueles que restringem a alimentação e emagrecem e aqueles que têm episódios denominados binge. Nesses episódios os pacientes comem descontroladamente até não agüentarem mais e depois vomitam o que comeram. Às vezes a quantidade ingerida foi tão grande que nem é necessário induzir o próprio vômito: o próprio corpo se encarrega de eliminar o conteúdo gástrico. Há casos raros de pacientes que rompem o estômago de tanto comerem.

Qual o curso dessa patologia?

A idade média em que surge o problema são 17 anos. Encontramos muitos primeiros episódios entre os 14 e os 18 anos. Dificilmente começa depois dos 40 anos. Muitas vezes eventos negativos da vida da pessoa desencadeiam a anorexia, como perda de emprego, mudança de cidade, etc. Não podemos afirmar que os eventos negativos causem a doença, no máximo só podemos dizer que o precipitam. Muitos pacientes têm apenas um único episódio de anorexia na vida, outros apresentam mais do que isso. Não temos por enquanto meios de saber se o problema voltará ou não para cada paciente: sua recidiva é imprevisível. Alguns podem passar anos em anorexia, numa forma que não seja incompatível com a vida, mas também sem restabelecer o peso ideal. Mantendo-se inclusive a auto-imagem distorcida. A internação para a reposição de nutrientes é recomendada quando os pacientes atingem um nível crítico de risco para a própria saúde.

Sobre quem a anorexia costuma incidir?

As mulheres são largamente mais acometidas pela anorexia, entre 90 e 95% dos casos são mulheres. A faixa etária mais comum é a dos adultos jovens e adolescentes podendo atingir até a infância, o que é bem menos comum. A anorexia é especialmente mais grave na fase de crescimento porque pode comprometer o ganho esperado para a pessoa, resultando numa estatura menor do que a que seria alcançada caso não houvesse anorexia. Na fase de crescimento há uma necessidade maior de ganho calórico: se isso não é obtido a pessoa cresce menos do que cresceria com a alimentação normal. Caso o episódio dure poucos meses o crescimento pode ser compensado. Sendo muito prolongado impedirá o alcance da altura geneticamente determinada. Na população geral a anorexia atinge aproximadamente 0,5%, mas suspeita-se que nos últimos anos o número de casos de anorexia venha aumentando.

Ainda é cedo para se afirmar que isto se deva ao modelo de mulher magra como o mais atraente, divulgado pela mídia, esta hipótese está sendo extensivamente pesquisada. Para se confirmar se a incidência está crescendo são necessários anos de estudo e acompanhamento da incidência, o que significa um procedimento caro e demorado. Só depois de se confirmar que o índice de anorexia está aumentando é que se poderão pesquisar as possíveis causas envolvidas. Até bem pouco tempo acreditava-se que a anorexia acontecia mais nas sociedades industrializadas. Na verdade houve falta de estudos nas sociedades em desenvolvimento. Os primeiros estudos nesse sentido começaram a ser feitos recentemente e constatou-se que a anorexia está presente também nas populações desfavorecidas e isoladas das propagandas do corpo magro.

Tratamento

O tratamento da anorexia continua sendo difícil. Não há medicamentos específicos que restabeleçam a correta percepção da imagem corporal ou desejo de perder peso. Por enquanto as medicações têm sido paliativos. As mais recomendadas são os antidepressivos tricíclicos (possuem como efeito colateral o ganho de peso). Os antidepressivos inibidores da recaptação da serotonina têm sido estudados, mas devem ser usados com cuidado uma vez que podem contribuir com a redução do apetite. É bom ressaltar que os pacientes com anorexia têm o apetite normal, ou seja, sentem a mesma fome que qualquer pessoa. O problema é que apesar da fome se recusam a comer.

As psicoterapias podem e devem ser usadas, tanto individuais como em grupo ou em família. A indicação dependerá do profissional responsável. Por enquanto não há uma técnica especialmente eficaz. Forçar a alimentação não deve ser feita de forma rotineira. Só quando o nível de desnutrição é ameaçador. Forçar alimentação significa internar o paciente e fornecer alimentos líquidos através de sonda naso-gástrica. Geralmente quando se chega a este ponto, torna-se necessário conter (amarrar) o paciente no leito para que ele não retire a sonda.

Texto retirado do site http://www.psicosite.com.br/.

Published in: on 29/05/2010 at 23:10  Comments (1)  
%d blogueiros gostam disto: