Hino Nacional do Biólogo

Sabe uma coisa que me deixa orgulhosa? Quando alguém vira para mim e diz: Uauuu, você é bióloga? Que legal!

Que sensação deliciosa. Nunca imaginei que poderia estar tão realizada com o futuro que escolhi. É um sonho e um prazer dizer que CONSEGUI, me formei no melhor curso que poderia existir: BIOLOGIA!

Entendam, nem que seja um pouquinho, esse meu amor  por esta profissão maravilhosa e se deliciem com a vida que escolhi para mim!

OBS: Daniel, adorei o email! Obrigada.

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Published in: on 29/06/2010 at 23:18  Comments (2)  

A matança à baleias continua…

A decisão de volta a caça a baleias ficou adiada por mais um ano por uma falta de consenso entre os países participantes da 67º reunião da Comissão Internacional da Baleia (CIB), realizada entre os dias 21 e 25 de junho, em Agadir, Marrocos.

A proposta, que defendia o fim da moratória que já dura 24 anos, foi apoiada pelo presidente da CIB, Cristián Maquieira, mas parou diante de uma falta de consenso geral. O texto descrevia que o abate dos grandes cetáceos seria permitido ao longo da próxima década, embora com cotas de captura menores do que as praticadas hoje. Nações baleeiras, além disso, teriam de se submeter ao monitoramento internacional de suas atividades.

O que ficou aprovado foi uma cota de caça de nove baleias jubarte por ano para a Groenlândia nos próximos três anos. Em contrapartida, foi reduzida a cota de caça de baleias da espécie fin, durante o mesmo período, de 19 baleias para 16.

É a primeira permissão para caça da baleia jubarte desde 1986, inicio da moratória. O país ameaçava deixar a CIB se sua demanda não fosse atendida, alegando se tratar de questão de sobrevivência.

A posição do Brasil, Argentina, Uruguai, Chile e outros países latino-americanos é conservacionista, mantendo a moratória.

O Japão, principal país baleeiro, argumentou que os membros da comissão deveriam “respeitar os dados levantados pelo comitê científico da CIB” os quais “tornavam possível a atividade baleeira sustentável”.

Os países que apóiam a volta à caça a baleias argumentaram que o uso das baleias era uma questão de segurança alimentar e desenvolvimento econômico para nações pobres, como países-ilhas do Caribe e do Pacífico.

Texto retirado do blog Eco4Planeta.

Sem sombra de dúvida uma grande tristeza receber esta notícia. Me pergunto até quando teremos e permitiremos uma matança inconcebível como esta.  Até quando permitiremos, vendo de camarote,  a destruição do nosso planeta?

OBS: Binho, obrigada por ter lembrado de mim, e me indique sempre boas matérias como essa.

Published in: on 29/06/2010 at 23:03  Comments (12)  

Exposição CORPOS em SP

CORPOS – A EXPOSIÇÃO

Mostra já foi visitada por cerca de 15 milhões de pessoas no mundo


Em julho, quem quiser visitar “CORPOS – A Exposição”, montada em cerca de 7.000 m² na OCA do Parque do Ibirapuera, em São Paulo. vai encontrar uma promoção especial. Entre os dias 5 de julho a 1º de agosto, os preços dos ingressos para conhecer a mostra, que já foi vista por aproximadamente 15 milhões de pessoas em cidades dos EUA e Europa – sendo três milhões em Nova York – terão redução de preços. Às segundas e terças-feiras a inteira passa a custar R$ 20,00 e a meia-entrada R$ 10,00. Já de quarta a domingo a inteira custará R$30,00 e a mia R$ 15,00. A exposição, pela primeira vez na América do Sul, reunindo acervo com 20 corpos e 250 órgãos reais, ficará em cartaz, até o dia 8 de agosto.

Em 2007, outra versão da exposição com corpos reais esteve na capital paulista, atraindo cerca de 450 mil visitantes à OCA. A realização do evento no Brasil é da Egg Produções, de Stephanie Mayorkis, em parceria com a Premier Exhibitions e a S2BN Entertainment.

Mudanças – São duas as principais diferenças dessa exposição em relação à “Corpo Humano – Real e Fascinante”, anteriormente apresentada no Brasil. A primeira é que os visitantes verão os corpos expostos em poses que demonstram o movimento, como de um jogador de futebol, rugby, tênis e maratonista. Essas posições atléticas, simulando a atividade física, demonstram como o corpo funciona de dentro para fora.

A outra mudança diz respeito ao avanço do processo de dissecação. Em “Corpos – A exposição” são utilizadas as mais avançadas técnicas de dissecação e preservação polímera (polimerização), desenvolvidas pela equipe do diretor médico da mostra, Dr. Roy Glover (prof. emérito de Anatomia e Biologia Celular da Universidade de Michigan), conferindo maior realismo às peças.

“Nesse processo, o tecido humano é permanentemente preservado usando silicone emborrachado líquido, que é tratado e endurecido. O resultado final é uma amostra preservada em nível celular, demonstrando com perfeição a complexidade de ossos do corpo, músculos, nervos, vasos sanguíneos e órgãos”, explica Dr. Glover.

Educação – Com seu caráter prioritariamente educativo, a mostra permite uma melhor compreensão de como maus hábitos ou doenças podem interferir no funcionamento do corpo. Por exemplo, um pulmão saudável colocado ao lado de um pulmão escurecido pelo hábito de fumar, fornecendo uma comparação mais poderosa que qualquer imagem de um livro ou texto. Visitantes poderão ver amostras de órgãos que sofreram infarto, câncer, dieta pobre e outras patologias, oferecendo a possibilidade do grande público ter acesso a materiais que anteriormente estavam disponíveis somente aos profissionais de medicina.

Setores – A exposição é dividida em nove setores para representar cada sistema do organismo humano: “Esqueleto e suas mais de 100 juntas”, evidencia o papel condutor e regulador do “Sistema Muscular”; a velocidade impressionante de comunicação das células do “Sistema Nervoso”; a utilização do oxigênio pelo “Sistema Respiratório” e os processos químicos e mecânicos que compõem o “Sistema Digestivo”.

Também contempla o processo de filtração contínuo do “Sistema Urinário”, a combinação única dos cromossomos do óvulo e do espermatozóide e a formação embrionária no “Sistema Reprodutor”; a manutenção da vida pelo “Sistema Circulatório” e a preservação de um corpo saudável graças aos avanços das pesquisas médicas e tecnológicas, representada em “O Corpo Tratado”. Neste último segmento, são lembrados ainda o desenvolvimento de próteses para a maioria das partes do corpo e os equipamentos que auxiliam os médicos na sala de cirurgia.

Bilheteria Oficial (sem taxa de conveniência) na OCA – Parque do Ibirapuera

Horários: De segunda à sexta das 9h às 19h. Sábados, domingos e feriados das 8h às 19h

Preço:
inteira: R$ 40,00
meia-entrada: R$ 20,00
De 0 a 2 anos: grátis

Promoção de Férias de 05/07 a 01/08:
2as e 3as feiras: R$ 20,00 adulto / R$ 10,00 meia
4as a domingo: R$ 30,00 adulto / R$ 15,00 meia

Mais informações: Clique Aqui.

OBS: Karine, obrigada pela ótima dica! Eu fiquei apaixonada e doida para ir. Me lembrou muito o Museu de Morfologia da UFMG. Fica aí a dica!!

Published in: on 29/06/2010 at 22:48  Comments (2)  

Curso de Biologia Marinha

OBS: Para melhor visualização da foto, clique nela.

Published in: on 27/06/2010 at 22:39  Deixe um comentário  

Oração de um cão abandonado!

Recebido por email.

Published in: on 27/06/2010 at 22:37  Comments (2)  

Debate em RS: O vegetarianismo e a pecuária.

Amigos,

Aproveitem a oportunidade e a entrada franca e não percam este debate, afinal, informação nunca é demais!

Folder recebido por email através do InfoSentiens.

Published in: on 27/06/2010 at 22:34  Deixe um comentário  

SACRIFÍCIO DE ANIMAIS

Sérgio Greif

O sacrifício de animais em rituais religiosos é prática mal vista pela sociedade ocidental de uma maneira geral, tanto devido à crueldade envolvida quanto devido à má impressão visual que causam, associação dessas práticas com feitiçaria etc. No entanto, muitas das pessoas que demonizam as religiões onde animais ainda são sacrificados ignoram que a crueldade envolvida no sacrifício de animais é similar à crueldade praticada quando o animal é abatido para consumo, seja por qual método seja.

A demonização dessas religiões, mais do que uma oposição ao sacrifício propriamente dito, denota um preconceito contra determinado sistema de crenças. Denota ignorância quanto ao fato de que todas as antigas religiões praticaram, em algum momento de sua história, o sacrifício de animais e/ou de seres humanos. O sacrifício está na raiz da maioria das religiões, ele não se configura em um ato isolado de determinado grupo. Condenar determinado sistema de crenças, qualificá-lo como inferior ou primitivo, em nada contribui com a causa animal. Todos os sistemas de crenças devem ser respeitados e dentro desse conceito, soluções devem ser buscadas para o problema do sacrifício de animais, jamais aceitando-o ou regulamentando-o, mas entendendo suas origens e buscando uma solução que se harmonize com as crenças dos grupos.

Sacrifício é a prática de oferecer alimento, ou a vida de animais ou pessoas, às divindades, como forma de culto. O termo deriva dos radicais ‘sacro’ e ‘oficio’, ou seja, oficio sagrado. Os motivos para a prática de sacrifícios são variáveis, conforme o sistema de crenças de cada religião. Em algumas religiões, a palavra utilizada para sacrifício está associada à palavra “aproximação”, pois acredita-se que o sacrifício aproxima o devoto de sua divindade.

Alguns povos no passado acreditavam que parte do poder dos deuses só podia ser conservada às custas de constantes sacrifícios. Outros acreditavam que os sacrifícios não interferiam no poder dos deuses, mas sim os agradavam, de forma que colocavam o devoto em posição de negociar algum favor.

Havia também sacrifícios para aplacar a ira dos deuses. Animais ou seres humanos podiam ser ofertados como forma de expiar pelos pecados da comunidade. Os sacrifícios desempenhavam função social importante dentro de certos sistemas, pois eram uma forma do devoto oferecer alguma contribuição à instituição religiosa, uma forma de prover alimento para os sacerdotes e para os mais pobres. Dessa forma, após serem oferecidos aos deuses, os animais eram consumidos pelo devoto, pelos sacerdotes ou distribuídos aos pobres.

Os sacrifícios eram práticas diárias nas mais avançadas sociedades americanas pré-colombianas, sendo que algumas destas sociedades praticavam o sacrifício de seres humanos. A sociedade hebréia, os pagãos e animistas de todos os continentes, os romanos, gregos, os muçulmanos e as religiões derivadas dos cultos africanos, todas recorreram ou recorrem ao sacrifício de animais.

Os sacrifícios na sociedade hebréia

O primeiro sacrifício de animais citado na Bíblia foi realizado por Abel (Gen. 4:4), no entanto, este sacrifício e o realizado por Noé (Gen. 8:20) precedem o advento da religião judaica. Dentre os patriarcas, Abraão ofereceu um sacrifício de carneiro (Gen. 22:13) e Jacó é descrito como oferecendo dois sacrifícios, embora o texto não especifique o que tenha sido ofertado (Gen. 31:54 e Gen. 46:1).

O sacrifício de animais parece não ter sido estranho aos israelitas na época de escravidão no Egito (Êxodo 3:18), embora não haja evidencias de que isto fosse praticado neste período. Já na época do êxodo do Egito, os israelitas foram proibidos de imolar animais exceto como ofertas sacrificiais. Uma pessoa que abatesse um animal sem ofertá-lo no tabernáculo era considerado culpado por sua morte (Lev. 17:3-4). Já em Israel, os sacrifícios passaram a ocorrer no pátio do Grande Templo, em Jerusalém. (Lev 17:1-9, Deut. 12.5-7). Esporadicamente, outros lugares que não o Templo eram utilizados para sacrifícios (Juizes 2:5; Juizes 6:18-21, 25 e 1 Reis 18:23-38).

O livro de Levítico descreve em detalhes quais tipos de oferendas podiam ser oferecidas em cada ocasião e de que forma o sacrifício deveria ocorrer. As oferendas eram derivadas de vegetais (farinha, azeite, trigo torrado, bolos, incenso, vinho, etc), animais (bois, cabras, carneiros, pombas, rolinhas etc) e em alguns casos minerais (sal).

Os sacrifícios eram classificados como:

– Sacrifício de expiação pelo pecado (Lev 4 e Lev. 6:24-30): Dependendo de quem cometeu o pecado e das condições em que fora cometido, eram ofertados novilhos, bodes ou cabras.

– Oferta pela culpa ou holocausto (Lev. 5, Lev. 6:1-13 e Lev. 7:1-10): Eram ofertados carneiros, cordeiras e cabritas, mas os menos abastados podia ofertar pombas, rolas ou mesmo farinha (fermentada ou não).

– Sacrifícios pacíficos ou de ação de graças (Lev 3; Lev. 7:11-20): Era um sacrifício queimado para agradar a Deus. Eram sacrificados bois, cabras e carneiros, mas também bolos de farinha com azeite, não fermentados.

– Oferta de manjares (Lev. 2:1-11 e Lev. 6:14-23): Era um sacrifício queimado para agradar a Deus. Eram usadas preparações à base de vegetais não fermentados e sal.

– Ofertas de primícias (Lev. 2:12-16): O propósito era agradecer pela abundância da colheita. Eram oferecidos os primeiros grãos coletados, ainda verdes, azeite e mel.

Maimônides (1135-1204) explica que os judeus na verdade não tinham a necessidade de realizar sacrifícios para Deus, mas isto passou a ser praticado em Israel por influência das tribos pagãs que viviam ao redor. Estes povos utilizavam estes rituais como forma de aproximar-se de suas divindades. De acordo com Maimônides, se um sistema não houvesse sido criado para que os israelitas praticassem rituais semelhantes aos pagãos para se aproximarem de seu Deus, possivelmente sacrificariam para deuses estrangeiros. Maimônides concluiu que a decisão de Deus de permitir sacrifícios era uma concessão às limitações psicológicas do homem, e não uma necessidade religiosa real.

De fato, na Biblia há muitas passagens que mostram que o Deus de Israel na verdade buscava pelas orações e o sincero arrependimento, e não o sacrifício:

“Sacrifícios e ofertas não quiseste; abriste os meus ouvidos; holocaustos e ofertas pelo pecado não requeres.” (Salmo 40:6).

“Pois não te comprazes em sacrifícios; do contrário, eu tos daria; e não te agradas de holocaustos.Sacrifícios agradáveis a Deus são o espírito quebrantado; coração compungido e contrito, não o desprezarás, ó Deus.” (Salmos 51:16-17).

“De que me serve a mim a multidão de vossos sacrifícios? – diz o SENHOR. Estou farto dos holocaustos de carneiros e da gordura de animais cevados e não me agrado do sangue de novilhos, nem de cordeiros, nem de bodes. Quando vindes para comparecer perante mim, quem vos requereu o só pisardes os meus átrios? Não continueis a trazer ofertas vãs; o incenso é para mim abominação, e também as Festas da Lua Nova, os sábados, e a convocação das congregações; não posso suportar iniqüidade associada ao ajuntamento solene. As vossas Festas da Lua Nova e as vossas solenidades, a minha alma as aborrece; já me são pesadas; estou cansado de as sofrer.” (Isaias 1:11-14)

“E, ainda que me ofereçais holocaustos e vossas ofertas de manjares, não me agradarei deles, nem atentarei para as ofertas pacíficas de vossos animais cevados.” (Amós 5:22)

“Tende convosco palavras de arrependimento e convertei-vos ao SENHOR; dizei-lhe: Perdoa toda iniqüidade, aceita o que é bom e, em vez de novilhos, os sacrifícios dos nossos lábios.” (Oséias 14:2)

Os sacrifícios foram abolidos há dois mil anos da sociedade hebréia, sendo substituído por orações.

Sacrifícios no cristianismo

O cristianismo, como religião, jamais utilizou como prática o ritual de sacrifícios, mas cristãos primitivos sem dúvida praticavam sacrifícios no Templo de Jerusalém até sua destruição no ano 70 d.C. Portanto cristãos e judeus deixaram de praticar sacrifícios de animais na mesma época. Há, no entanto, resquícios de práticas sacrificiais pagãs européias na tradição católica (touradas etc), o que mostra que pelo menos no início da cristianização da Europa, estes sacrifícios foram continuados, até sua definitiva incorporação à nova religião.

Na teologia cristã moderna, os sacrifícios não têm lugar visto que Cristo ofereceu-se a sim mesmo como sacrifício universal. A mera fé nisto conduz o devoto à salvação. No entanto, o culto e a eucaristia são práticas que remontam ao sacrifício, sendo a hóstia (no caso católico), a oferenda de carne. O simples fato de Jesus haver sido considerado uma oferenda válida mostra, porém, que o cristianismo aceita, teologicamente, a validade dos sacrifícios. Com efeito, o cristianismo não faria sentido sem a idéia de que Jesus serviu como um cordeiro sacrificial, para expiar pelos pecados do mundo.

Sacrifícios no islã

O período de peregrinação à Mecca (Hajj) é marcado por um rito sacrificial denominado Eid-ul-Adha (comemoração do sacrifício). Este sacrifício lembra que Abraão esteve prestes a sacrificar seu filho (que, de acordo com a tradição muçulmana não era Isaque, mas Ismael). Após as orações, aquele que têm condições leva um cabrito, uma cabra, uma ovelha, um camelo ou uma vaca, para serem sacrificados. A carne destes sacrifícios é compartilhada com a família e os amigos e um terço é dada aos pobres. Todos estes preceitos estão contidos na Surata Al-Hajj (o capítulo do Al-Corão que trata da peregrinação a Mecca).

No Al-Corão (22:37) está explicado que Deus não se beneficia da carne nem do sangue dos animais que são sacrificados, mas que a fé do devoto e sua boa intenção é que são considerados. O animal deve ser abatido tendo sua jugular cortada e seu sangue drenado. Não é permitido dar marretadas, eletrochoques ou perfurar o animal com qualquer objeto. Esta carne, apenas assim é consideradaHalal, própria para consumo.

Sacrifícios no hinduísmo

O Yajurveda, um dos quatro Vedas, contém grande parte da liturgia e dos rituais necessários para a prática religiosa hindu. Isto inclui os ritos sacrificiais. No período de 1000 a.C. a 800 a.C., o hinduísmo passou a basear seu sistema de crenças na constante necessidade de sacrifícios. A população podia consumir a carne apenas de animais abatidos por brâmanes (sacerdotes). Neste período surgiu no hinduísmo o sistema de castas, o conceito de reencarnação e a concepção de que almas animais podiam evoluir até a condição humana.

Textos como o Ramaiana e outros demonstram que os sacrifícios de animais eram comuns na prática religiosa hindu. No século VI a.C., no entanto, devido a pressões ecológicas e o advento de novas concepções religiosas, os sacrifícios foram abandonado em sua maior parte. Neste período, seguindo o desprezo pelos sacrifícios, a salvação da alma passa a estar atrelada às boas ações do indivíduo, entre elas evitar causar mal aos animais.

Por não ser, no entanto, uma religião organizada, o hinduísmo permite uma variedade de rituais nitidamente destoantes. Ao passo que na maior parte dos lugares os Templos abriguem animais desamparados e os devotos lhes ofereçam alimentos como parte de seu rito, em outras regiões mais isoladas e menos abastadas animais e mesmo seres humanos continuam a serem sacrificados.

Isto é especialmente verdadeiro nos templos dedicados á deusa Kali: Em 14 de junho de 2003 um homem tentou sacrificar sua filha no Templo de Kamakhya, tendo sido detido pelos sacerdotes e preso pela policia. Na aldeia de Parsari, distrito de Sagar, em Madhya Pradesh, um sacerdote hindu foi preso em 27 de março de 2003 por sacrificar um homem. Embora sacrifícios humanos sejam proibidos, eles continuam a acontecer na Índia.

Sacrifícios eram também praticados em outras antigas religiões da Ásia. Confúcio descreve a existência de sacrifícios na China do século VI a.C.

Sacrifícios pagãos

O sacrifício de animais e seres humanos foi praticado por pagãos de todos os continentes. Muito se tem discutido sobre a condição dos druidas (sacerdotes celtas), se eles eram pessoas pacíficas e simpáticas ou, como nos queriam fazer crer os romanos, bárbaros sanguinários. É possível que tenham sido ambos, um pouco dos dois. Há evidências arqueológicas de que na religião celta havia sacrifícios de seres humanos, ainda que raramente. Os relatos de historiadores romanos e cristãos a esse respeito, embora provavelmente exagerados, dão alguma idéia da forma como esses rituais ocorriam.

Já com relação aos astecas, sabe-se que praticavam rituais de sacrifício humano praticamente diários. Esta era a forma que encontravam para aplacar a fúria do deus Huitzilopochtli, representado pelo Sol, e desta forma evitar catástrofes. Isto os colocava em constante guerra com seus vizinhos, pois com o intuito de evitar o sacrifício de seus próprios, sacrificava-se prisioneiros de guerra. Da mesma forma, os sacrifícios eram praticados na sociedade maia.

Sacrifícios eram praticados na cultura cretense minóica, pré-helênica, mas é possível que não como parte dos ritos diários, mas em casos especiais como para aplacar a ira dos deuses durante desastres naturais. Os sacrifícios durante este período evidenciam-se, além da arqueologia, pela perpetração de lendas relativas aos minóicos, como aquela em que a cidade de Atenas precisava enviar todos os anos sete rapazes e sete moças para Creta, para serem oferecidas ao Minotauro. Gregos e romanos ofereciam sacrifícios, principalmente de animais, em honra dos deuses.

Sacrifícios nas religiões africanas

A maioria das religiões africanas ainda pratica o sacrifício de animais e, em casos mais velados, também de seres humanos. Na antiga religião Zulu, ainda praticada na África do Sul, pessoas podem ser mortas não como parte de um sacrifício ritual, mas para que alguma parte de seu corpo seja utilizada como medicamento (Muti). Nesta forma de medicina, o pênis de um menino pode ser requerido pelo sangoma(curandeiro) para elaborar um elixir contra a impotência ou o estupro de uma virgem pode ser necessário para curar alguém de AIDS.

Os ritos sacrificiais africanos, trazidos para a América do Sul e Caribe no período colonial, ainda são praticados em muitas comunidades.

No candomblé, o sacrifício de animais é praticado pelo Axogun ou pelo Babalorixá. O primeiro que deve receber os sacrifícios é Exu, a quem é oferecida uma galinha. Em seguida o Orixá que se pretende contatar recebe sua oferta, sempre um animal quadrúpedes. Após morto e oferecido no ritual, o animal é consumido pelos devotos e seu couro pode ser utilizado para a confecção de instrumentos musicais.

No candomblé o sangue não apenas é vida, como possui uma energia elementar. O sangue e as visceras dos animais tem o objetivo de produzir axé, energia vital.

Apesar disto, há seguidores do candomblé que opõem-se à pratica de sacrifícios de animais, como é o caso do Pai-de-Santo Agenor Miranda Rocha.

Caio de Omulu não questiona a validade, ou necessidade, do uso de animais dentro da umbanda, mas sim sua freqüência. Prega que tais rituais deveriam ser exceção e não única prática como vem sendo realizado.

Não querendo discutir a validade do sacrifício no contexto do sistema de crenças de qualquer religião, a mera existência de locais onde estas mesmas religiões são praticadas sem a necessidade de sacrifícios de animais, rituais estes reconhecidos pelos centros onde animais ainda são utilizados, demonstra que a utilização de animais não é necessária. O ritual cumpre uma função que, mais do que uma obrigatoriedade religiosa, configura-se em uma forte impressão psicológica no devoto que a pratica.

Conclusões

Seja qual for a religião que pratiquemos ou não pratiquemos qualquer religião, um princípio que devemos ter claro é que o movimento abolicionista jamais deverá ser um movimento anti-religioso ou contra uma religião específica. Devemos procurar nos opor ao sacrifício de animais sem desmerecer o complexo de crenças dos indivíduos, porque a causa abolicionista não deve discriminar uma ou outra religião. As mesmas críticas que atualmente são dirigidas às religiões afro-brasileiras poderiam ser dirigidas a qualquer religião, porque o especismo encontra-se fundamentado em todos os povos, todas as religiões.

Devemos trabalhar, sim, a extinção do especismo em todas as religiões, porque embora ele esteja nelas impregnado, não é delas parte integrante. Queremos dizer que respeitamos a liberdade de culto e de fé, mas que isso não justifica a retirada de vidas. Queremos dizer que não somos superiores nem inferiores, e que também descendemos de povos e religiões que sacrificaram animais. Queremos dizer que o sacrifício de animais pode hoje fazer parte dos rituais de certa religião, mas que não precisaria ser assim; que eu outros lugares a mesma religião é praticada e que animais não são mortos.

Porque aquele que combate o sacrifício de animais desmerecendo a fé de um ser humano provavelmente não dispõe de qualidade moral suficiente para perceber que a utilização de animais para outros fins, o que erroneamente também pode ser chamado ‘sacrifício’, pode ser considerado tão ou mais sanguinário. Opondo-se ao sacrifício ritual, a pessoa não vê problema em consumir a carne de um animal abatido dentro de uma instituição que preze por seu “bem-estar”. Hipocrisia.

Porque se dentro daquela crença o sacrifício de animais agrada a um ser divino, aquele que condena esse ritual mas não o ritual diário em torno da mesa nas três refeições diárias, em verdade se coloca como um ser mais do que divino, a quem o “sacrifício” de animais para satisfação do apetite não fere nenhum conceito moral.

Texto recebido por email do Info Sentiens.

Published in: on 27/06/2010 at 19:59  Comments (5)  

Lei de MG permite destruir 70% da mata seca

Poxa, vida! Nossos políticos estão mesmo preocupados com a preservação ambiental, não? E no ano da BioDiversidade!!! rs…

A Assembleia Legislativa de Minas aprovou, em reunião extraordinária realizada na noite de quarta-feira, um polêmico projeto de lei que retira a chamada mata seca – na região norte do Estado – da área de preservação ambiental da Mata Atlântica. O projeto de lei 4.057/2009 – aprovado por 45 votos a favor e apenas 1 contra – permite o desmatamento de até 70% da área coberta pela vegetação, como prevê a legislação estadual, que é mais permissiva. Para virar lei, o projeto precisa ser sancionado pelo governador Antonio Anastasia (PSDB).

Os defensores da nova lei afirmam que o fim do rigor na proteção ambiental é necessário para o desenvolvimento da região e levará à criação de 250 mil postos de trabalho. Ambientalistas e estudiosos afirmam que serão beneficiados, na verdade, grandes fazendeiros. A região tem como principais atividades o cultivo de frutas irrigadas, a pecuária e a produção de carvão vegetal. Com uma área remanescente de 16,1 mil quilômetros quadrados (48% do total), de acordo com o Instituto Estadual de Florestas (IEF), a mata seca foi incluída na área de preservação da vegetação nativa da Mata Atlântica por decreto federal de 2008. Esse decreto proíbe o desmatamento de florestas nativas do bioma a não ser por motivo de utilidade pública e interesse social. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Texto recebido por email.

Published in: on 27/06/2010 at 19:51  Deixe um comentário  

Jovens de BH discutem a preservação da água.

Água. Esta preciosa fonte de vida corre risco de desaparecer. Especialistas do mundo inteiro não se cansam de alertar a sociedade e as autoridades mundiais, quanto à alarmante previsão. Por aqui, em Minas Gerais, jovens participantes do projeto A Terceira Margem do Rioestão fazendo a sua parte para mudar esta história.

Em sua segunda edição, o projeto em parceria com a Secretaria Estadual de Esporte e Juventude (SEEJ-MG), executado pelo Coletivo Jovem de Meio Ambiente de Minas Gerais (CJMG), retomou as formações nos municípios que fazem parte da Bacia do Alto Rio das Velhas.

Depois de passar por Rio Acima – último dia 24 –, chegou a vez dos estudantes de Belo Horizonte, no próximo dia 30/06, participarem das oficinas de Educomunicação, Planejamento e Gestão e Democracia Participativa. A idéia é que estas e outras atividades ajudem os jovens a entenderem o processo de discussão e elaboração de idéias em prol da preservação dos recursos naturais, como a água. O tema dos encontros está direcionado a despoluição e a preservação do Rio das Velhas, importante afluente do Rio São Francisco.

Inscrições gratuitas para jovens de 15 a 29 anos

Em Belo Horizonte, as oficinas serão realizadas, de 7:30H às 11:30H, na Escola Estadual Maestro Villa Lobos
Rua Ouro Preto, 1144 – Santo Agostinho – Belo Horizonte – MG
As inscrições podem ser feitas pelo e-mail coletivojovemmg@gmail.com

Em 2009

Cerca de 500 jovens de 10 municípios mineiros, que fazem parte da Bacia do Alto Rio das Velhas (Belo Horizonte, Caeté, Contagem, Itabirito, Ouro Preto, Nova Lima, Raposos, Rio Acima, Sabará e Santa Luzia) foram qualificados no ano passado. Na ocasião, os jovens, entre outros assuntos, aprenderam a como lidar com os problemas ambientais de sua cidade, a propor soluções, e a participar das importantes decisões de políticas públicas.

Cadastrem-se nos grupos e saibam mais, participem e divulguem!!!

Blogwww.coletivojovemmg .blogspot. com

Orkut – Entre no site e procure por Coletivo Jovem MG e adicione como amigo ou pelo e-mail coletivojovemmg@gmail.com
Rede Social do Ningwww.coletivojovemmg .ning.com

Evento de abertura Terceira Margem 2010 http://coletivojovemmg.ning. com/events/ abertura- oficial-da- segunda
Twitterwww.twitter. com/coletivojovemmg

Texto recebido por email.

Published in: on 27/06/2010 at 19:44  Deixe um comentário  

Aquecimento global gera ameaça a corais que só existem no Brasil.

A elevação na temperatura das águas, provocada pelo aquecimento global, ameaça espécies de corais que só existem no litoral brasileiro. Das 40 espécies de corais encontradas nos recifes do litoral brasileiro, 20 são encontradas apenas no país.

Na sede do Projeto Coral Vivo, em Arraial da Ajuda, Bahia, o fenômeno conhecido como branqueamento aconteceu até com os corais criados nos tanques de pesquisa. Começou em março, depois de dois meses com a água muito mais quente do que a média na maior parte da costa brasileira.

E foi o maior já registrado no Brasil em uma faixa de 2,5 mil quilômetros, do Rio Grande do Norte até a baía da Ilha Grande, no Rio de Janeiro. Ele acontece porque algumas espécies de corais precisam de microalgas para viver. As algas se instalam na segunda camada da pele do coral. Como todas as plantas, elas fazem fotossíntese, isto é: obtêm energia da luz do sol. O que sobra, doam ao coral em troca de abrigo.

Mas quando a temperatura da água está acima do normal na região, as algas produzem água oxigenada, que é tóxica para o coral. Para se proteger, ele as expulsa. E sem elas o esqueleto branco fica visível.

“Dependendo da intensidade e da duração do fenômeno, eles podem morrer sim, como já aconteceu em muitos oceanos, como no Índico, e no Caribe, onde recifes foram praticamente dizimados depois de eventos de branqueamento”, diz o biólogo Clóvis Barreira e Castro.

O Recife de Fora é um dos mais conservados do Brasil. Na maré baixa, a ponta fica a apenas um metro de profundidade. Estes são os mais estudados do Brasil.

Há sete anos, o Projeto Coral Vivo acompanha a saúde de mais de 30 espécies de corais e de todas as formas de vida que surgem ao redor deles.

O recife foi completamente mapeado, e os cientistas conhecem onde vive cada tipo de coral que cresce nele. O pesquisador Gustavo Duarte leva um equipamento para medir a fotossíntese que ocorre dentro do coral.

“É um diagnóstico da saúde do coral. Ele é análogo ao ultrassom, no entanto, ele usa a luz. “Temos visto que depois que ocorre o aquecimento, a fotossíntese acaba sendo prejudicada sensivelmente. Acima de 31ºC, a fotossíntese cessa completamente”, explica.

Não é preciso ser especialista para identificar o branqueamento. Colônias inteiras de coral-de-fogo, que provoca queimadura se tocado, agora estão brancas. Em alguns pontos do recife, eles já estão morrendo.

A espécie de coral cérebro só existe no Brasil. E é a que mais sofreu com o branqueamento. Muitas colônias ainda registram um nível pequeno de fotossíntese, o que significa que ainda têm chance de se recuperar. Outra espécie exclusiva do Brasil parece mais resistente. Poucas colônias tem as pontas esbranquiçadas.

Esse estrago foi provocado pelo El Niño, o aquecimento das águas do Pacífico que influencia também a temperatura do Atlântico e tem sido cada vez mais forte.

“A recomendação é que você diminua os estresses extra-mudança climática global sobre as comunidades de corais. Evitar sobrepesca, turismo desordenado, poluição química, poluição de esgotos, recuperar as matas ciliares para diminuir a quantidade de sedimentos que vai para os mares. Com isso, os recifes podem ter uma possibilidade de sobrevivência em um prazo mais longo”, orienta o biólogo Clóvis Barreira e Castro.

Texto retirado do site G1.

Published in: on 13/06/2010 at 23:40  Comments (3)  
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