Minas e SP terão R$ 1 mi para estudo sobre epilepsia.

Pesquisadores de Minas Gerais e de São Paulo terão R$ 1 milhão para desenvolver estudos sobre a epilepsia – doença neurológica crônica caracterizada por crises convulsivas recorrentes. O recurso foi disponibilizado pelas fundações de Amparo à Pesquisa dos dois Estados (Fapesp e Fapemig), que selecionaram quatro universidades para levarem as pesquisas na área de neurociência adiante.

Em Minas, as instituições escolhidas foram as universidades federais de Minas Gerais (UFMG) e de São João del Rei (UFSJ). Elas irão desenvolver os estudos em parceria com as universidades de São Paulo (USP) e Estadual de Campinas (Unicamp).

O trabalho feito em conjunto é apontado como um avanço pelos profissionais envolvidos. O professor de psiquiatria da UFMG Marco Aurélio Romano Silva, um dos pesquisadores, explica que a liberação dos recursos é de grande importância para Minas, que possui poucos estudos sobre o assunto. “São Paulo tem maior experiência no estudo da epilepsia, então essa parceria é boa para Minas. Vai incentivar essa pesquisa aqui”, diz. O estudo do professor se dedicará à epilepsia refratária – quando o paciente não responde aos remédios e precisa ser submetido a uma cirurgia cerebral. “A ideia é estudar o tecido do cérebro para evitar a cirurgia e, até mesmo, o desenvolvimento da doença”, explica o pesquisador.

Em São João del Rei, o engenheiro biomédico Antônio Carlos Almeida desenvolverá uma pesquisa para reconhecer o comportamento dos tecidos cerebrais no momento da epilepsia. “Com esse recurso, poderemos comprar um microscópio confocal que nos permite visualizar os neurônios de forma tridimensional. A partir do momento em que entendemos como a doença se manifesta, podemos desenvolver soluções”, diz. Os outros dois estudos, a serem desenvolvidas pelos pesquisadores paulistas, focarão o fator genético da doença e a relação entre a epilepsia e as alterações inflamatórias.

Segundo dados da Liga Brasileira de Epilepsia, a doença alcança cerca de 1% da população dos países desenvolvidos e 2% das nações em desenvolvimento. Ela é mais comum na infância e na velhice – estágios de maior vulnerabilidade.

As causas da epilepsia são, muitas vezes, desconhecidas, mas a doença pode se manifestar após ferimentos na cabeça, traumas na hora do parto, abuso de álcool e drogas, tumores e outras doenças neurológicas.

UFMG lidera produção científica

Pesquisadores da área de ciências econômicas divulgaram pesquisa sobre a produção de conhecimento das 11 universidades mineiras. A partir de dados de 2008, o professor da Universidade Federal de Itajubá Túlio Chiarini, a professora da PUC Minas Paola Zorzin e a mestre em economia Karina Vieira constataram que a UFMG é a principal receptora de recursos, além de líder na produção científica e na oferta de ensino superior. Segundo a pesquisa, 48% dos investimentos liberados em 2008 foram para a universidade. Para Chiarini, a maior concentração de recursos em uma única universidade não caracteriza risco para a produção científica do Estado. “Arriscado seria não investir na UFMG”, diz. (TB)

Texto retirado do jornal O TEMPO.

Anúncios
Published in: on 03/07/2010 at 10:14  Comments (1)  

The URI to TrackBack this entry is: https://mariliaescobar.wordpress.com/2010/07/03/minas-e-sp-terao-r-1-mi-para-estudo-sobre-epilepsia/trackback/

RSS feed for comments on this post.

One CommentDeixe um comentário

  1. TEMOS QUE TER MUITA ATENCAO COM ESTES PACIENTES,MUITO LEGAL ESTA MATERIA


Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: