Campanha Nacional Contra o FINNING (pesca ilegal de tubarões).

70 milhões de tubarões são mortos todo ano só pra virar sopa de barbatana. Sua Adesão é Muito Importante!

O Projeto Tubarões no Brasil – Instituto Ecológico Aqualung vem a público convocar a participação de todos no ABAIXO-ASSINADO a ser enviado ao Congresso Nacional apoiando a criação de uma nova legislação federal (Projeto de Lei) determinando que todos os tubarões capturados em águas brasileiras deverão ser desembarcados com suas nadadeiras íntegras e no corpo do animal. Além de coibir a prática do finning e facilitar a fiscalização dos órgãos competentes, essa nova legislação possibilitará o maior controle das espécies alvo de pesca e obtenção de nadadeiras e das quantidades de tubarões capturados.

Assine o ABAIXO-ASSINADO CONTRA O FINNING acessando esse link

http://www.peticaopublica.com.br/PeticaoVer.aspx?pi=P2010N5037

O recém-eleito Deputado Federal Sávio Neves, parceiro dessa iniciativa do Instituto Aqualung, dará entrada no Projeto de Lei no novo Congresso Nacional em fevereiro de 2011. Nesse sentido, é importante que a sociedade civil dê seu apoio através desse abaixo-assinado. Quanto mais assinaturas tivermos, mais força terá o Projeto de Lei para ser votado e aprovado.

Leia abaixo as razões que explicam a importância dessa campanha de proteção dos tubarões. Vida de tubarão não é Sopa! Pare com o Finning!

O Brasil precisa dar o exemplo. Ajude a acabar com essa matança absurda!

  • O que é Finning?

Finning é a pesca ilegal para obtenção exclusiva das nadadeiras dos tubarões, uma das mais cruéis e perturbadoras perseguições realizadas pelo ser humano. Em todos os oceanos, cerca de 70 milhões de tubarões são mortos todo ano para abastecer o ávido e lucrativo comércio mundial de nadadeiras de tubarão, do qual o Brasil e centenas de outros países participam.

  • Como e porque o Finning é praticado?

Capturam o tubarão, cortam fora suas nadadeiras e atiram o corpo de volta ao mar. Muitas vezes vivo, mas mortalmente aleijado, o animal afunda para morrer sangrando, comido por outros peixes ou para apodrecer no leito do mar (acesse abaixo imagens chocantes dessa prática). Mesmo que essas nadadeiras fossem diretamente para o prato de crianças famintas, seria um total despropósito. Mas não é para isso que são ceifadas.

As nadadeiras abastecem o mercado chinês para produção de sopa de barbatana de tubarão, tradicional prato da culinária chinesa considerado afrodisíaco e símbolo de status. Mais uma dentre as inúmeras aberrações predatórias e criminosas que vemos ao redor do mundo, especialmente no Oriente, como a “crença” de que partes de animais podem trazer benefícios à saúde do homem ou curar suas doenças.

  • Os Impactos do Finning.

A pesca para obtenção das barbatanas de tubarão é uma ação predatória progressiva, constante e silenciosa. É insustentável e está ameaçando seriamente a sobrevivência das populações de tubarões __ 43% das espécies de tubarões em nosso litoral já estão ameaçadas de extinção. Se nada for feito, dezenas de espécies, cujas populações declinaram em até 90% nos últimos 20 anos, estarão extintas nas próximas décadas.

A sociedade e nossos governantes precisam entender que os tubarões exercem um papel crucial na manutenção da saúde e do equilíbrio da vida nos mares. Sem esses guardiões dos oceanos, teremos um ambiente doente e frágil e os decorrentes desequilíbrios nos ecossistemas marinhos serão imprevisíveis e catastróficos.

  • A Comprovação do Finning no Brasil.

Um recente estudo realizado na Universidade New Southeastern, na Flórida (EUA), analisou o material genético de 177 tubarões-martelo da costa brasileira, do Caribe, do Golfo do México e dos oceanos Pacífico e Índico e confrontou os dados com o DNA de 62 nadadeiras de tubarões da mesma espécie à venda em Hong Kong __ um dos maiores mercados no mundo onde a barbatana de tubarão pode custar até US$ 700 o quilo. O estudo concluiu que 21% das nadadeiras vinham do Oceano Atlântico Ocidental, área que inclui o Brasil. Ou seja, existem pescadores no Brasil, como há em outros 120 países, participando da pesca ilegal e do tráfico de barbatanas de tubarão.

  • Exemplos de Legislações contra o Finning.

Brasil – A Portaria do Ibama nº 121/1998 proíbe a rejeição ao mar das carcaças de tubarões dos quais tenham sido removidas as barbatanas e somente permite o transporte a bordo ou o desembarque de barbatanas em proporção equivalente ao peso das carcaças retidas ou desembarcadas. Para efeito de comprovação dessa proporcionalidade, o peso total das barbatanas não pode exceder a 5% do peso total das carcaças. Nos desembarques, todas as carcaças e barbatanas de tubarões devem ser pesadas. Nota: a legislação é boa, mas de difícil emprego, controle e fiscalização.

Estados Unidos – O Congresso americano aprovou em dezembro de 2010 uma nova legislação exigindo que todos os tubarões capturados legalmente em águas norte-americanas devem ser desembarcados com suas nadadeiras íntegras e no corpo do animal. Nota: essa legislação é muito boa e pragmática e serviu de exemplo para nossa campanha.

Hawaii – No início de 2010, o Estado do Hawaii, com o objetivo de banir a sopa de barbatana de tubarão, aprovou uma lei proibindo a posse, venda, comércio e distribuição de barbatanas de tubarão.

Disponha de 2 minutos para assistir às imagens chocantes exibidas através dos links abaixo.

Dê uma olhada na reportagem (vídeo) da TerraTv.  Ela mostra pescadores espanhóis praticando o finning.

http://terratv.terra.com.br/Noticias/Mundo/4201-236184/Pescadores-jogam-tubaroes-feridos-ao-mar-na-Espanha.htm

Assista também o breve filme produzido na Costa Rica e veja os pescadores praticando o finning.

Em novembro de 2010, o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) promoveu a Oficina de Avaliação do Estado de Conservação das Espécies de Chondrichthyes (tubarões, arraias e quimeras) no Brasil. O objetivo foi avaliar os riscos de extinção de 78 das 178 espécies de tubarões, arraias e quimeras que ocorrem no Brasil. Segundo Monica Peres, do IBAMA, coordenadora de avaliações de peixes marinhos, 45% das espécies de tubarões e arraias foram avaliadas em alguma categoria de ameaça, sendo 23% consideradas criticamente ameaçadas, 6% em perigo e 15% vulneráveis. Além disso, uma espécie está regionalmente extinta no Brasil, 27% estão quase ameaçadas e 27% foram classificadas como dados insuficientes.

Leia a matéria completa no link abaixo:

http://www.icmbio.gov.br/noticias/45-dos-tubaroes-e-arraias-avaliados-pelo-icmbio-e-iucn-correm-risco-de-extincao

Proteger os tubarões é proteger a vida, é proteger a nós mesmos!

Tome uma atitude correta em favor da Natureza.

Marcelo Szpilman
Diretor
Projeto Tubarões no Brasil (PROTUBA)
Instituto Ecológico Aqualung

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O que deu no Tempo?

Por Marcelo Szpilman

Não é de hoje que se discute se o aquecimento global é motivado pelo cíclico e natural aquecimento do Planeta ou pelos séculos de emissões de gases poluentes na atmosfera. O embate entre as duas linhas de raciocínio formou dois grupos de cientistas e ambientalistas, cada um puxando a sardinha para suas hipóteses e explicações. Mas enquanto eles não decidem, até porque o mais provável é que a causa seja uma soma dos dois fatores, sofremos ou vemos os outros sofrerem com as mudanças climáticas que esmurram nossas portas.

Lembro-me perfeitamente do clima de Teresópolis (cidade serrana no Rio de Janeiro) quando era menino e passava as férias de verão em nossa casa. Todos os dias tínhamos um lindo sol e céu azul até umas três horas da tarde, quando entrava a serração e a chuva de convecção desabava. Após um par de horas de água abundante, muitas vezes acompanhada de raios e trovões, com o característico cheiro de mato quente molhado, o céu limpo e azul fechava o dia com chave de ouro. A noite de céu estrelado e o friozinho da serra eram sempre companheiros garantidos. O tom saudosista é proposital, pois já não temos esse clima maravilhoso há anos. Ventilador e ar-condicionado em Teresópolis, impensáveis naquela época, hoje são itens obrigatórios no verão.

Em meados desse mês de dezembro, enquanto tínhamos, no Rio, dias amazônicos (quentes, úmidos e abafados), li uma matéria dizendo que São Paulo perdeu o título de “Terra da Garoa”, pois a típica garoa já não há mais. Pudemos também presenciar a prova viva das mudanças bruscas de temperatura que vêm ocorrendo nas regiões Sul e Sudeste do Brasil. Dias com temperaturas entre 30 e 40 ºC viam os termômetros caírem bruscamente para menos de 20 ºC. Chuvas torrenciais, fora de época, desabando e castigando cidades em todos os cantos do Planeta. Até tornados já temos por aqui. Nevascas recordes na Europa e nos EUA, incluindo a Flórida. Ou seja, deu a louca no tempo.

Será que podemos fazer algo? Normalmente pensamos que muito pouco ou quase nada do que fizermos trará resultados práticos. Isso não deixa de ser verdade, mas é uma meia verdade. O grande problema está na questão abordada no primeiro parágrafo desse artigo. Ainda que exista margem de discussão, já está comprovado que os gases poluentes de efeito estufa contribuem consideravelmente para o aquecimento global do Planeta. E de onde vêm esses gases? Vêm das extrações de matéria-prima, da queima de combustíveis fósseis dos nossos próprios deslocamentos, das produções das fábricas e indústrias e da distribuição de todas as coisas que nos abrigam, nos confortam, nos alegram e nos alimentam. Tudo isso é intrínseco ao bem-estar e ao funcionamento das economias mundiais.

Nesse sentido, as grandes nações, mais ou menos poluidoras, o que inclui China, Índia, Japão, Rússia, EUA, Comunidade Europeia e até mesmo o Brasil, como vemos em todas as Cúpulas do Clima, e não foi diferente na última, realizada no início de dezembro desse ano (2010) em Cancún, no México, não estão dispostas a cortar suas emissões se para isso tiverem que reduzir seu consumo de recursos naturais e bens materiais. E não é diferente com as pessoas que vivem nesses países.

Apesar de sabermos que o Planeta e seus recursos são finitos e nos sensibilizarmos com as questões de sustentabilidade, continuamos consumindo e jogando fora. Consumindo e jogando fora. (A repetição é proposital.)

Pode não ser muito, ou não o suficiente, mas felizmente há pessoas e entidades trabalhando para salvar ecossistemas (e animais), para produzir energias e processos mais limpos e para incentivar o consumo consciente, a redução do desperdício, a reciclagem e o reuso. Ou para simplesmente educar.

Junte-se a eles e acredite: podemos fazer algo em favor da Preservação da Natureza. Não fique parado. Envolva-se em 2011.

Recomendo a todos que assistam o excelente filme educativo The Story of Stuff (a história das coisas). Acesse o link abaixo (têm legendas em português)

http://www.storyofstuff.org/international/.


Texto recebido por email pelo Instituto Ecológico Aqualung.

Uso de sacola plástica fica proibido em BH a partir de fevereiro.

Amigos,

Quando recebi essa notícia pelo Twitter através do amigo verde VOZES DO CLIMA, eu juro que me deu vontade de gritar bem alto. Um sonho agora está virando realidade!! Basta agora analisarmos se esta lei será realmente cumprida.

Vamos fazer a nossa parte!! Existem inúmeras sacolinhas de pano, super fofas, que podemos levar ao supermercado para carregar nossas compras. Inclusive aqui no blog já foi publicado uma dica. Confira!!

Marilia Escobar


A sacolinha de plástico convencional está com os dias contados em BH. A partir de 28 de fevereiro, entra em vigor a Lei 9.529/08, que proíbe o uso das embalagens que não sejam produzidas de material reciclável ou biodegradável. Sancionada pelo então prefeito Fernando Pimentel, a medida passa a valer para todos os estabelecimentos comerciais da cidade, que terão de oferecer alternativas ecologicamente corretas. Segundo especialistas, o saco de plástico tradicional é um dos grandes vilões do meio ambiente, já que pode levar até 400 anos para se decompor, enquanto os não provenientes do petróleo levam, no máximo, 18 meses para se degradar.

Originária de um projeto de lei do vereador Arnaldo Godoy (PT), a nova lei estabelece que supermercados, padarias, açougues, lojas de roupas e todos que não cumprirem a norma estão sujeitos à multa de R$ 1 mil, aplicada em dobro na reincidência, a cassação do alvará de funcionamento e até a interdição. Alguns supermercados e lojas da capital já aderiram à substituição das sacolas. O superintendente da Associação Mineira de Supermercados (Amis), Adilson Rodrigues, porém, ressalta os altos custos da sacola ecologicamente correta. “Enquanto a convencional custa R$0,30, a biodegradável sai por R$ 3.” Para que os preços não sejam repassados ao consumidor, ele aposta na conscientização da população com a adesão da sacola retornável.

Mesmo prestes a entrar em vigor, a lei ainda é desconhecida para muitos belo-horizontinos. Na tarde dessa terça-feira, sob chuva fina e carregando oito sacolas de plástico e uma retornável, a diarista Marlete Soares Moreira, de 43, do Bairro Guarani, na Região Norte, caminhou quase um quilômetro de um sacolão na Avenida Cristiano Machado, onde acabara de fazer compras, até sua casa. “Como é que a gente vai fazer? Só se eu levar uma caixa ou sacola bem maior”, disse Marlete, que, apesar da dificuldade, aprova a medida e disse que vai buscar soluções para acondicionar os produtos.

Diante de um supermercado na Avenida Waldomiro Lobo, também no Guarani, o casal Rosileno e Leni Wanderlei, morador do vizinho Bairro Tupi, põe fé na sacola ecológica para reduzir os problemas. “A lei é necessária e temos que buscar alternativas, mas não sabia que havia sido aprovada. O cidadão deve ter responsabilidade e fazer sua parte”, afirmou Rosileno, de 43, técnico gráfico.

Já o advogado Adílio Lobão, morador do Bairro Belvedere, mostrou conhecimento da lei. Empurrando o carrinho de compras num supermercado da Zona Sul, que oferece sacolinhas biodegradáveis, ele afirmou que espera que todos os supermercados façam a substituição: “O meio ambiente agradece”. Ao colocar as embalagens no porta-malas do carro, a arquiteta Renata Paranhos Pinto contou que não sabia da regra, mas se declarou “totalmente contra as sacolas de plástico”. O namorado Leonardo Schayer Dias disse que espera maior conscientização dos moradores. “No lugar do plástico, as caixas de papelão”, indicou.

Apesar de bem-intencionada, a lei, na opinião do ambientalista Apolo Heringer, não resolve o problema. “A produção dessas sacolas biodegradáveis também gasta energia e polui o meio ambiente, assim como o transporte e o processo de reciclagem.” Para o especialista, é preciso aprofundar a discussão e investir na educação da população. “Mudando apenas o material, não se muda o mais importante, que é o hábito das pessoas”. Por isso, para Heringer, a melhor solução para o meio ambiente continua sendo a velha e boa sacola retornável, feita de pano ou palha, com durabilidade de até 10 anos.

Pesquisa

A iniciativa de Belo Horizonte parece ter a concordância de grande parte dos brasileiros, já que a pesquisa Sustentabilidade: aqui e agora, do Ministério do Meio Ambiente (MMA) em parceria com outras instituições, revelou que 60% das pessoas são a favor de uma lei para proibir o uso de sacolas plásticas. O levantamento feito entre 27 de setembro e 13 de outubro em 10 capitais, incluindo BH. Ainda segundo o MMA, Espírito Santo, Maranhão, Goiás, Paraná e Distrito Federal já têm leis semelhantes que estabelecem a substituição das sacolas plásticas.

Texto retirado do jornal Estado de Minas.

Published in: on 08/01/2011 at 10:06  Comments (36)  
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