Pobre cão de raça…

Do ponto de vista de uma sociedade de consumo, o animal de raça pura seria uma “versão de luxo” do vira-latas. Seria algo como um carro “top de linha” comparado com um modelo básico. Por esta razão quem quer ter um animal de raça pura tem que pagar por ele. E pode custar muito caro dependendo da raça e da ancestralidade ou “pedigree”.

Os animais matrizes são mantidos vivos enquanto são capazes de reproduzir. Quando eles perdem esta capacidade, por idade ou doença, eles são abatidos. Os filhotes que nascem com defeitos ou com características diferentes das desejadas também são abatidos. Os filhotes que não são vendidos e ficam grandes demais, perdem valor de mercado, ficam difíceis de vender e também são abatidos. E ser abatido num criadouro de animais, via de regra, não significa ser eutanasiado. Pelo contrário, estes animais em geral são mortos a pauladas, afogamento, tiros e até jogados como alimento vivo para animais selvagens. Sem esquecer de mencionar que, enquanto vivos, estes pobres animais de raça são mantidos em confinamento e recebem a ração mais barata possível pois o objetivo final do criadouro é o lucro.

Mas o sofrimento deste pobre animal de raça continua mesmo depois de vendidos. Sendo ele o resultado de inúmeros cruzamentos com animais semelhantes, acaba portador de alguma deficiência genética. O preço de uma estética mais valorizada é a saúde mais fraca. Este animal é sujeito a doenças por “enfraquecimento” genético. Como resultado este animal é sacrificado ou jogado nas ruas quando os sintomas da doença aparecem e as despesas com veterinário e remédios aumentam. Sem esquecer que muitos são jogados na rua por velhice. Afinal de contas, quem por vaidade compra um animal, não se importa em jogá-lo na rua quando fica velho. E depois é só comprar um outro, novinho em folha, “zero-quilômetro”.

Pois é. Se você nobre leitor, não sabia dos bastidores do “glamoroso” mundo dos animais de raça, lamentamos ter quebrado este encanto. A realidade é bem mais cruel do que aquela mostrada nos anúncios de “Compre o seu PET aqui”.

Pode ser que você agora esteja se perguntando: Mas será que não existe uma exceção ao que foi colocado acima? A resposta é: – Sim, existem exceções. Afinal de contas, “nem tudo o que é mal é cem-por-cento mal, nem tudo o que é bom, é cem-por-cento bom.”

Existem criadores que tratam seus animais a pão-de-ló e suas crias serão mimadas até o fim da vida por seus compradores. Mas infelizmente estes casos são a minoria da minoria.

De qualquer forma quem comercializa uma vida, compra ou vende um animal, comete um ato reprovável por uma sociedade baseada na liberdade e respeito à vida e à natureza. Uma vida não tem preço e não pode ser trocada por dinheiro.

O nosso desejo é que um dia este comércio de animais acabe e, por consequência, também acabe o sofrimento destes pobres animais de raça.

Texto retirado do site http://sitiodaaninha.org.

OBS: Dica da amiga Carolina Fontes.

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