Biologia sintética fará homem viver 150 anos, diz pioneiro do DNA.

Primeiro cientista a sequenciar um código genético humano (DNA), o professor de Harvard George Church voltou aos holofotes esta semana com uma inquietante afirmação: evoluções científicas na biologia sintética ainda podem levar os indivíduos a viverem até os 150 anos.

Cerca de três décadas atrás, Church estava entre a meia dúzia de pesquisadores que sonhavam em sequenciar um genoma humano inteiro. Seu laboratório foi o primeiro a criar uma máquina para desmembrar esse código, e desde então ele tem se dedicado a melhorá-la.

Agora, o professor tem pressionado pela ideia de que é preciso ir adiante e sequenciar o genoma de todas as pessoas. Sequenciar o DNA humano de forma rotineira abrirá uma série de possibilidades, diz Church. Uma vez que “ler” um genoma se torne um processo corriqueiro, o professor de Harvard quer partir para “editá-lo”, “escrever” sobre ele.

O professor vislumbra o dia em que um aparelho implantado no corpo seja capaz de identificar as primeiras mutações que possam levar a um potencial tumor ou os genes de uma bactéria invasora. Nesse caso, será possível tratá-los com uma simples pílula de antibiótico destinado a combater o invasor.

Doenças genéticas serão identificadas no nascimento, ou possivelmente até na gestação, e vírus microscópicos, pré-programados, poderão ser enviados para o interior das células comprometidas e corrigir o problema.

Para fins científicos, Church tem defendido a polêmica ideia de disponibilizar sequências de genomas publicamente, para que cientistas tenham oportunidade de estudá-las. O professor já postou na rede a sua própria sequência de DNA, além de outras dez. O objetivo é chegar a 100 mil. “Sempre houve uma atitude (em relação à genética) de que você nasce com seu ‘destino’ genético e se acostuma com ele. Agora a atitude é: a genética é, na verdade, um conjunto de transformações ambientais que você pode empreender no seu destino”, diz Church.

“Ele está começando a levar a biologia sintética a uma escala maior”, opina o professor James J. Collins, colega de Church no Instituto Wyss de Engenharia Inspirada pela Biologia, em Harvard.

Texto retirado do site O TEMPO.

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