Seminário “Código Florestal Brasileiro e Responsabilidade Territorial e Urbana” em Belo Horizonte.

“O Homem tem o direito à igualdade, à liberdade e a condições de vida satisfatórias, num ambiente cuja qualidade lhe permita viver com dignidade e bem-estar, cabendo-lhe o dever solene de proteger e melhorar o ambiente para as gerações vindouras.” – Princípio 1 da Declaração de Estocolmo de 1972. E diz, ainda o Princípio 3: “A capacidade do planeta de produzir recursos renováveis essenciais deve ser mantida e, sempre que praticável, restaurada ou melhorada.”

O direito ao desenvolvimento, por sua vez, está associado à satisfação das necessidades humanas mais essenciais como a alimentação, a saúde, a moradia, a educação, e sua privação significa empobrecimento socioeconômico. Do equilíbrio entre a conservação do ambiente e a exploração racional dos elementos naturais dependem o bem estar do homem e a sobrevivência do planeta.

Vinte anos depois da Rio Eco 92, adimensão climática acrescenta maior peso às preocupações sobre a conservação do ambiente. Em face dos crescentes riscos de desertificação e redução das reservas de água potável em boa parte do mundo, com graves conseqüências sobre a produção de alimentos e a estabilidade política em diversos países, os mecanismos de controle assumem maior relevância no plano da sustentabilidade: é necessário produzir mais e melhor, sem incorrer em práticas desestruturadoras do ambiente, e gerando o mínimo de rejeitos e resíduos.

“Os recursos não renováveis do planeta devem ser explorados de modo a evitar-se o perigo da sua exaustão futura e a assegurar-se que os benefícios resultantes da sua utilização sejam compartilhados por toda a humanidade.” (Princípio 5).

Romper com o falso dilema entre conservação ambiental e desenvolvimento ainda permanece o desafio a ser encarado por todos os setores do pensamento e da produção humanos.

Especialmente no Brasil, a revisão da Lei xxx – o chamado Código Florestal Brasileiro – oferece-nos essa oportunidade de reflexão e amadurecimento, justamente quando tantas cidades e territórios do país têm enfrentado graves problemas em decorrência das alterações climáticas, nos últimos anos. A extensão das áreas de cultivo – num tempo em a tecnologia oferece alternativas ao incremento da produção, sem necessidade de ampliação das áreas de plantio -, as monoculturas – com seus impactos negativos sobre a capacidade de regeneração do solo, a ocupação indevida e sem controle das APPs e o avanço sobre áreas de biomas constituem, lamentavelmente, fatos corriqueiros do predomínio da agenda econômica sobre a agenda sócioambiental, com conseqüências conhecidas.

Consciente das manifestações da sociedade organizada, da capacidade de contribuição que os profissionais do sistema podem oferecer e a bem do interesse público, o GT Sustentabilidade Urbana e o GT Meio Ambiente do CREA-MG organizaram o seminário Código Florestal Brasileiro e responsabilidade territorial e urbana, a ser realizado em 28 e 29 de novembro de 2011.

GT Sustentabilidade Urbana / GT Meio Ambiente

INFORMAÇÕES:

Data: 28 e 29 de novembro de 2011

Horário: 08 às 18 horas

Local: Av. Álvares Cabral, 1.600, 1º Subsolo, Santo Agostinho, BH-MG

Mais informações: http://www.crea-mg.org.br/eventos/Paginas/CodigoFlorestalBrasileiro.aspx

Texto recebido por email.

Anúncios

The URI to TrackBack this entry is: https://mariliaescobar.wordpress.com/2011/11/18/seminario-codigo-florestal-brasileiro-e-responsabilidade-territorial-e-urbana-em-belo-horizonte/trackback/

RSS feed for comments on this post.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: