Novo tipo de bactéria superresistente é identificado na Grã-Bretanha.

Cientistas da Universidade de Cambrigde, na Grã-Bretanha, descobriram um novo tipo de superbactéria: uma cepa até então desconhecida do Staphylococcus aureus resistente à meticilina (MRSA, na sigla em inglês). O achado foi relatado na revista médica “Lancet Infectious Diseases”.

O micro-organismo foi encontrado em amostras de leite colhidas de vacas, durante uma pesquisa sobre mastite. Mas, segundo Laura Garcia-Álvarez, autora principal do artigo científico que relata a descoberta, a nova versão dos MRSAs está presente tanto nos bovinos comoem humanos. Asamostras em homens foram encontradas na Escócia, Inglaterra, Dinamarca, Irlanda e Alemanha.

Os micro-organismos Staphylococcus são comuns na natureza e podem estar presentes na pele de até 15% dos humanos, somente causando infecções quando entram no corpo através de cortes e ferimentos.

Para combater esta bactéria, normalmente são usados medicamentos derivados da penicilina. O problema surge quando alguns tipos deStaphylococcus aureus, a espécie mais violenta de gênero de bactéria que sempre causa doenças, tornam-se resistentes a essas drogas.

A ameaça ao corpo é a mesma que a de um Staphylococcus aureus normal, mas as opções de tratamento diminuem. Infecções por MRSAs são mais frequentes em ambientes hospitalares, locais onde a resistência a antibióticos é favorecida.

A nova cepa não é detectada pelo métodos consagrados para identificar os Staphylococcus aureus resistentes à metilicina. Ela possui uma versão do gene mecA, porém apenas 60% fiel ao original encontradoem outras MRSAs.

Texto retirado do site G1.

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Conheça um pouco mais do vírus HTLV. Não é o vírus da Aids.

1. O que é vírus HTLV?

O vírus HTLV (sigla da língua inglesa que indica vírus que infecta células T humanas) é um retrovírus isolado em1980 apartir de um paciente com um tipo raro de leucemia de células T. Apresenta dois tipos: O HTLV-I que está implicado em doença neurológica e leucemia, e o tipo 2 (HTLV-II) que está pouco evidenciado como causa de doença.

2. Todas as pessoas que estão infectadas pelo HTLV-I irão desenvolver alguma doença?

Não. A minoria dos portadores assintomáticos (sem sintomas) poderão desenvolver alguma doença. No Japão, por exemplo, 14 em cada 1500 portadores assintomáticos poderão desenvolver a doença neurológica (dificuldade de andar). No caso de leucemia o risco é ainda menor, ou seja, um em cada 10.000 portadores poderá desenvolve-la ao longo da vida.

3. Sou portador sem sintomas de HTLV-I, quais os primeiros sintomas que poderão aparecer?

Como já enfatizamos, cerca de 99% das pessoas portadoras do HTLV-I NUNCA desenvolverão qualquer problema de saúde relacionado ao vírus HTLV. Entretanto, alguns pacientes podem desenvolver problemas neurológicos, geralmente, começam a se queixar de dores nos membros inferiores (panturrilhas), na região lombar (parte inferior da coluna lombar), dificuldade de defecção ou micção. Estes sintomas são sempre progressivos e estão na região abaixo da linha do umbigo.

4. Quais os modos de transmissão mais freqüentes do HTLV?

O HTLV possui as mesmas rotas de transmissão que outros vírus como vírus da imunodeficiência humana (HIV) e vírus da hepatite C (HCV): pela relação sexual desprotegida com uma pessoa infectada; uso em comum de seringas e agulhas durante a droga-adição; da mãe infectada para a o recém-nascido (principalmente pelo aleitamento materno).

5. Existe risco de transmissão através da transfusão de sangue?

Felizmente, desde de 1993 todos os bancos de sangue do Brasil devem testar os doadores de sangue para o HTLV. Assim, o risco de transmissão, praticamente, não existe em nosso país, nos últimos 7 anos.

6. Sou portador de HTLV-I assintomático e minha esposa é negativa para este vírus, assim gostaria de saber se devo usar preservativo nas relações sexuais?

Existe a recomendação para uso de preservativo (camisinha) em todas as relações sexuais, tanto neste caso como naqueles onde a mulher é soropositiva para o HTLV e o parceiro não.

7. Tenho 28 anos e sou portadora do HTLV-I assintomática e gostaria de saber se existe algum impedimento de ter filhos?

As chances de transmissão vertical são consideradas baixas (<10%) durante a gravidez. Entretanto, recomenda-se não amamentar no peito, pois o risco de transmissão pelo leite materno é razoável. Uma alternativa é o uso de leite vindo de bancos de leites, ou uso de fórmulas.

8. Quais as pessoas que deveriam ser testados para HTLV?

Sabendo os modos de transmissão, podemos indicar os grupos que mais poderiam estar expostos a este vírus: pessoas que utilizam (ou usaram) drogas endovenosas onde trocavam seringas ou agulhas, pessoas portadoras de HIV e pessoas que receberam transfusão de sangue antes de 1993.

9. Existe algum predisponente genético para o desenvolvimento de doença ?

Parece que algumas pessoas possuem uma predisposição genética para o desenvolvimento, porém isto ainda está em estudo.

10. Quais os cuidados médicos que devo seguir sendo um portador de HTLV-I?

Na primeira consulta, além da sorologia para HTLV-I/II, geralmente solicitamos sorologia para agentes que, potencialmente, apresentam rotas similares de transmissão como o vírus da hepatite B, vírus da hepatite C, HIV e sífilis.Em nosso Serviçode Ambulatório, os indivíduos portadores assintomáticos tem consulta a cada seis meses de intervalo. Os exames de sangue solicitados são: hemograma completo, contagem de linfócitos T CD4/CD8, cultura de linfócitos, protoparasitológico, Glicemia, DHL.

11. Existe algum exame de sangue que indique o risco do desenvolvimento de doença em pessoas assintomáticas e portadoras de HTLV-I?

Até o momento nenhum exame tem esta capacidade. Entretanto, novos estudos indicam que a quantidade do vírus HTLV-I no sangue, chamada carga viral, poderá indicar algum risco.

12. Qual o tratamento para os indivíduos assintomáticos para HTLV-I?

Como o risco do desenvolvimento da doença associado ao HTLV-I é muito baixo, não existe indicação de tratamento nos casos assintomáticos, até este momento.

13. Quais os casos que merecem tratamento ?

Os casos onde existem sintomas comprovados de doença associada ao HTLV-I, como paraparesia espástica tropical (TSP), uveíte, ATL, entre outras. O tratamento irá depender de uma avaliação neurológica, assim como estadiamento do grau de comprometimento, tempo de evolução, presença de outras infecções virais etc.

14.  Como se faz o diagnóstico da infecção pelo HTLV-I?

Somente por exame sorológico específico para pesquisa de anticorpos anti-HTLV-I/II no sangue. Após os exames de triagem, geralmente utilizando teste de ELISA, existe uma necessidade, em caso deste teste ser reativo (positivo) da realização do teste para confirmar e diferenciar anticorpos anti-HTLV-I e anti-HTLV-II.

Texto retirado do site http://www.htlv.com.br/.

OBS: Mãe, obrigada pela dica!

Published in: on 01/05/2011 at 22:39  Deixe um comentário  

Humanidade está perdendo a luta contra as superbactérias.

A incidência de infecções resistentes a drogas atingiu níveis sem precedentes e supera nossa capacidade atual de combatê-las com os remédios existentes, alertam especialistas europeus. A cada ano, mais de 25 mil pessoas morrem na União Europeia em decorrência de infecções de bactérias que driblam até mesmo antibióticos recém-lançados.

Para a Organização Mundial da Saúde (OMS), a situação chegou a um ponto crítico e é necessário um esforço conjunto urgente para produzir novos medicamentos. Sem esse esforço, a humanidade pode ter que enfrentar um “cenário de pesadelo” global, de proliferação de infecções incuráveis, de acordo com o relatório da OMS.

Um exemplo é a superbactéria NDM-1, que chegou à Grã-Bretanha vinda de Nova Délhi, na Índia, em meados de 2010, trazida por britânicos que fizeram tratamentos médicos naquele país asiático e no vizinho Paquistão.

Em outubro passado, no Brasil, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) reforçou o controle sobre receitas médicas de antibióticos, na tentativa de conter o avanço da superbactéria KPC, que atacou principalmente em hospitais.

A resistência das superbactérias a antibióticos mais fortes causa preocupação entre os especialistas. Pesquisadores da Universidade de Cardiff, no País de Gales, que identificaram a NDM-1 no ano passado dizem que as bactérias resistentes contaminaram reservatórios de água de Nova Délhi, o que significa que milhões de pessoas podem ter se tornado portadoras do micro-organismo.

A equipe do médico Timothy Walsh coletou 171 amostras de água filtrada e 50 de água de torneiras em um raio de 12 km do centro de Nova Délhi, entre setembro e outubro de 2010. O gene da NDM-1 foi encontrado em duas das amostras de torneira e em 51 das amostras de água filtrada.

Isso se torna mais preocupante porque, segundo a equipe de Walsh, o gene se espalhou para bactérias que causam diarreia e cólera, doenças facilmente transmissíveis através de água contaminada.

“A transmissão oral-fecal de bactérias é um problema global, mas seu risco potencial varia de acordo com os padrões sanitários”, disseram os pesquisadores em artigo no periódico científico europeu “Lancet Infectious Diseases”.

“Na Índia, essa transmissão representa um problema sério, porque 650 milhões de cidadãos não têm acesso a vasos sanitários, e um número provavelmente maior não tem acesso à água limpa”, concluíram.

Uso errado de antibióticos

Os cientistas pedem ação urgente das autoridades globais. A diretora da Organização Mundial da Saúde, Zsuzsanna Jakab, disse que “os antibióticos são uma descoberta preciosa, mas não lhes damos valor, os usamos em excesso e os usamos mal. (Por isso), agora há superbactérias que não respondem a nenhuma droga”.

Segundo ela, ante o crescimento no número de viagens internacionais e de trocas comerciais no mundo, “as pessoas precisam estar cientes de que, até que todos os países enfrentem (o problema das superbactérias), nenhum país por si só estará seguro”.

Flash

Autoridades britânicas dizem estar monitorando a NDM-1, que, segundo registros oficiais, já contaminou 70 pessoas no país.

Texto retirado do jornal O Tempo.

Published in: on 10/04/2011 at 20:23  Deixe um comentário  

36º Congresso da Sociedade Brasileira de Imunologia em Foz do Iguaçú.

Entre os dias 15 e 19 de outubro, a Sociedade Brasileira de Imunologia realizará, em Foz do Iguaçu (PR), a 36ª edição de seu tradicional congresso.

O Immuno Foz 2011 pretende permitir aos participantes o acesso a resultados de recentes pesquisas em imunologia, principalmente nas vertentes: molecular e celular, imunoparasitologia, transplantes, doenças autoimunes e respostas imunes a tumores, entre outras.

O congresso será composto por plenárias, simpósios, painéis e palestras de especialistas e pesquisadores brasileiros e estrangeiros. O prazo para submissão de resumos vai até o dia 02 de agosto.

Mais informações:www.sbicongressos.com.

Texto recebido por email pelo CRBio 04.

Published in: on 04/04/2011 at 20:46  Deixe um comentário  

Prevenção de doenças renais, anemia e diabetes ficou mais fácil e rápida.

O Instituto Vital Brazil conseguiu, há poucos dias, três registros na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa): o da creatinina, da hemoglobina e da glicose. Será a primeira vez que esses exames serão usados com a tecnologia do papel de filtro. O exame feito a partir dos valores da creatinina auxilia na prevenção da insuficiência renal crônica, os da hemoglobina, na triagem da anemia e os da glicose na prevenção do diabetes.

A insuficiência renal atinge cerca de 2 milhões de brasileiros. É uma doença silenciosa, sem sintomas e que não causam dor, o que dificulta o tratamento. As formas crônicas da doença causam degeneração progressiva do órgão e podem evoluir para a insuficiência renal. Com o exame da creatinina, o paciente pode descobrir precocemente a doença e tratar. O tratamento evita que a doença se torne crônica e danifique definitivamente os rins. Em casos mais graves, somente um transplante renal ou diálise podem salvá-lo. Segundo Juan Fidel Bencomo, coordenador do Biomarc (laboratório de biomarcadores do Vital Brazil), cerca de 80% dos óbitos em diabéticos é causado por insuficiência renal e a creatinina – usada na triagem dos grupos de risco – é o único marcador que pode fazer o diagnóstico precoce da doença.

A hemoglobina também é um importante marcador já que a anemia atinge quase metade da população brasileira até 5 anos de idade e cerca de 30% das mulheres em idade fértil. É causada pela diminuição dos níveis de hemoglobina na circulação sanguínea. Os principais sintomas são fadiga, fraqueza, dificuldade de concentração, tonturas, falta de ar, falta de apetite (principalmente em crianças), dentre outros. Existem diferentes tipos de anemias e diferentes causas (genética, nutricional, perda de sangue, etc). A mais grave pode resultar em leucemia.

Doença que atinge mais de 10 milhões de brasileiros, a diabetes é um distúrbio metabólico que causa elevação da glicemia ou hiperglicemia. De forma mais popular, é o aumento das taxas de glicose ou açúcar no sangue. Os sinais clínicos mais comuns da doença são sede excessiva, urina freqüente e em grandes volumes, levantar-se várias vezes durante a noite, eventualmente muita fome (numa fase inicial) e em outras fases apresentar náuseas e/ ou vômitos e em crianças e adultos jovens o emagrecimento rápido que indica um diabetes onde há falta de insulina. Através do exame com o marcador de glicose, pode-se observar a taxa de açúcar no sangue e tentar controlá-la. A falta de controle pode causar as complicações crônicas como problemas cardiovasculares: derrames, infarto, trombose; problemas microvasculares: cegueira, insuficiência renal e distúrbio neurológicos.

“Esses exames serão oferecidos de forma gratuita pela Rede SUS e podem salvar muitas vidas. Agora estamos batalhando para conseguir o registro para testes com colesterol e triglicerídeo”, disse Juan Fidel.

Papel de Filtro – A tecnologia do papel de filtro permite que com apenas uma gota de sangue obtida através da punção do dedo do paciente ao papel de filtro, aplicando em laboratório uma solução específica na amostra (de sangue), o marcador seja processado e por uma reação bioquímica dê o resultado.

Fonte: ASSESSORIA DE COMUNICAÇÃO DO INSTITUTO VITAL BRAZIL

Texto retirado do site Galápagos.

Published in: on 12/03/2011 at 23:51  Deixe um comentário  

Dia Mundial do Rim

Em comemoração ao Dia Mundial do Rim, o Instituto Vital Brazil e a Policlínica Sérgio Arouca prepararam uma semana de coleta de sangue para verificar as taxas de creatinina. Entre os dias 14 e 18 de março, das 8h às 12h, todos podem fazer o exame gratuitamente no posto de saúde em frente ao instituto. Não é necessário estar em jejum. O resultado sai em até 48h e será enviado por e-mail ou correio.

Será a primeira vez que esse tipo de exame será feito na tecnologia de papel de filtro, padronizada pelo Instituto Vital Brazil. Essa tecnologia utiliza apenas uma gota de sangue do dedo do paciente. Evita o uso de seringas e agulhas e por isso é muito mais rápido e prático.

A insuficiência renal atinge cerca de dois milhões de brasileiros dos quais, segundo estimativas da Sociedade Brasileira de Nefrologia (SBN), 60% não sabem que têm o problema. É uma doença silenciosa, sem sintomas, o que dificulta o tratamento. As formas crônicas da doença causam degeneração progressiva do órgão e podem evoluir para a insuficiência renal. Com o exame da creatinina, o paciente pode descobrir precocemente a doença e tratar. O tratamento evita que a doença se torne crônica e danifique definitivamente os rins. Em casos mais graves, somente um transplante renal ou diálise podem salvá-lo.

Segundo Juan Fidel Bencomo, coordenador do Biomarc (Laboratório de Biomarcadores do Vital Brazil), cerca de 80% dos óbitos em diabéticos é causado por insuficiência renal e a creatinina – usada na triagem dos grupos de risco – é o único marcador que pode fazer o diagnóstico precoce da doença. A estimativa é de que mais de 150 mil pessoas já deveriam estar em programas de diálise, mas apenas 87 mil estão em tratamento, segundo dados da SBN.

Participem… o exame é rápido e pode salvar vidas! A Policlínica Sérgio Arouca fica na Praça Vital Brazil s/nº – Vital Brasil – Santa Rosa.

O Instituto Vital Brazil (www.vitalbrazil.rj.gov.br), empresa de ciência e tecnologia, é um dos 18 laboratórios oficiais brasileiros e um dos três fornecedores de soros contra o veneno de animais peçonhentos para o Ministério da Saúde. O Instituto é uma sociedade de economia mista sob tutela técnica da Secretaria de Estado de Saúde e Defesa Civil do Rio de Janeiro. O endereço é: Rua Maestro José Botelho, 64, Vital Brazil, em Niterói.

Fonte: ASSESSORIA DE COMUNICAÇÃO DO INSTITUTO VITAL BRAZIL

Texto retirado do site Galápagos.

Published in: on 12/03/2011 at 14:00  Comments (4)  

No mundo, 370 mil bebês nascem com o vírus HIV; Unicef recomenda mais empenho no combate à aids.

É possível uma geração de crianças viver sem o vírus HIV se a comunidade internacional intensificar os esforços para o acesso universal à prevenção e ao tratamento contra a doença. É o que aponta relatório do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), divulgado no final de novembro, em Nova York, véspera do Dia Mundial de Luta Contra a Aids.

Segundo a Unicef, apesar dos avanços dos programas antiaids, milhões de crianças e mulheres ainda são excluídos dessas ações por causa de questões de gênero, da condição econômica, da localização geográfica, do nível educacional e do status social.

A cada ano, no mundo, cerca de 370 mil bebês nascem com o vírus HIV transmitido pela mãe, sendo a maioria na África. A aids é a principal causa de morte de mulheres em idade fértil no mundo e uma das responsáveis pela mortalidade materna nos países com epidemia de aids, de acordo com a Unicef. Na África Subsaariana, 9% da mortalidade materna são atribuídos à doença.

O relatório constatou que 53% das grávidas com o vírus HIV tomaram antirretrovirais para prevenir a transmissão vertical (de mãe para o feto) em 2009. Em 2008, esse índice foi de 45%. O acesso aos remédios cresceu no Leste e no Sul da África, onde o percentual de acesso subiu de 58%, em 2008, para 68%, em 2009.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) publicou, este ano, novas orientações para o tratamento de gestantes e crianças portadoras do vírus, com o intuito de ampliar o acesso aos antirretrovirais a esses grupos.

Texto retirado do jornal O Tempo.

Published in: on 17/12/2010 at 9:43  Deixe um comentário  

Estrela-do-mar pode trazer cura para inflamações, dizem cientistas.

Cientistas britânicos afirmaram que as estrelas-do-mar podem ajudar na descoberta de novos tratamentos para doenças como a asma, a febre do feno e a artrite.

Pesquisadores do King´s College, em Londres, estão particularmente interessados na substância viscosa que cobre o corpo da espécie Marthasterias glacialis – também conhecida como estrela-do-mar de espinhos ou estrela-do-mar verde.

O objetivo do estudo é desenvolver uma substância que proteja o corpo humano de condições inflamatórias inspirada no muco que envolve o corpo do animal.

A equipe da empresa de biotecnologia GlycoMar, sediada na Associação Escocesa para a Ciência Marinha em Oban, na Escócia, também diz que as substâncias químicas presentes nesse muco poderiam inspirar novos medicamentos.

Antiaderente natural

Quando objetos são colocados no mar, eles tendem a ser rapidamente cobertos por uma mistura de organismos marinhos. As estrelas-do-mar conseguem manter sua superfície livre desses organismos.

Charlie Bavington, um dos integrantes da equipe da GlycoMar, explicou: “Estrelas-do-mar são banhadas por uma solução de bactérias, larvas, vírus e toda sorte de coisas que procuram algum lugar para viver”.

“Mas as estrelas são melhores do que teflon: possuem uma superfície antiaderente muito eficiente que impede que as coisas grudem”. É esta propriedade antiaderente que chamou a atenção dos cientistas, particularmente no que diz respeito a condições inflamatórias.

Inflamação

A inflamação é uma resposta natural do organismo a ferimentos ou infecções, mas condições inflamatórias ocorrem quando o sistema imunológico se descontrola.

Nesses casos, as células brancas, ou leucócitos, que normalmente navegam livremente pela corrente sanguínea, se acumulam e grudam nas paredes de artérias e veias, provocando danos ao tecido.

A ideia que orienta o trabalho dos cientistas é criar um tratamento baseado no exemplo da estrela-do-mar. As artérias seriam cobertas por uma espécie de muco que impediria que as células brancas aderissem ao tecido arterial.

Condições inflamatórias podem ser tratadas de maneira efetiva com o uso de esteroides, por exemplo. Mas essas drogas podem provocar efeitos colaterais indesejados.

Eles acreditam que as estrelas-do-mar possam oferecer uma solução melhor, e por isso estão analisando as substâncias químicas presentes no muco que cobre o corpo destes animais.

Pesquisa evolutiva

Clive Page, especialista em farmacologia do KingsCollege, disse que grande parte das pesquisas já foram feitas pela própria estrela-do-mar em anos de evolução.

“Normalmente, quando você está tentando achar uma droga nova para alcançar um determinado alvo em seres humanos, tem de testar centenas de moléculas até achar algo que lhe dê alguma pista.”

“A estrela-do-mar está nos oferecendo pistas diferentes”, explicou Page. “Ela teve bilhões de anos de evolução para criar moléculas que fazem coisas específicas”.

Após identificar compostos promissores, a equipe está trabalhando em um laboratório para desenvolver sua própria versão dessas substâncias. “Conceitualmente, sabemos que esta é a abordagem correta. Não vai acontecer amanhã à tarde, mas estamos aprendendo o tempo todo com a natureza maneiras de encontrar novos remédios.”

Farmácia marinha

A corrida para a exploração do potencial dos oceanos no desenvolvimento de medicamentos mal começou. Já existe um novo analgésico baseado em uma espécie de caracol marinho.

Cientistas estão começando a estudar uma gama de organismos à procura de medicamentos, de pepinos-do-mar a algas.

David Hughes, um ecólogo da Associação Escocesa para a Ciência Marinha, disse à BBC: “Existe uma grande diversidade de animais e plantas que vivem nos oceanos e poucos deles foram testados ou investigados”.

“Sabemos que animais e plantas marinhos produzem uma imensa quantidade de compostos, às vezes muito diferentes daqueles produzidos por animais e plantas terrestres. Muitos deles podem ter propriedades úteis para a medicina.”

Texto retirado do site Portal da Educação Física.

Published in: on 16/12/2010 at 18:47  Comments (2)  

Mortes por doenças crônicas caem 17% no Brasil entre 1996 e 2007.

Dados do Ministério da Saúde divulgados nesta terça-feira (14) mostram que as mortes causadas por doenças crônicas caíram 17% no Brasil, entre 1996 e 2007. No período, a cada 100 mil habitantes, o número de óbitos foi de 569 para 475. Mesmo com a redução, o grupo ainda é a principal causa de morte no país, com 67% do total – foram 705,5 mil vítimas só em 2007. Entre as patologias estão as doenças cardiovasculares, respiratórias crônicas, neoplasias e o diabetes.

As informações constam no “Saúde Brasil 2009”, publicação da Secretaria de Vigilância em Saúde (SVS). Doenças cardiovasculares como infartos e acidentes vasculares cerebrais (AVC) mataram 308 mil pessoas em 2007 e ainda são a principal causa de óbitos no país, com 29,4% do total.

No caso das patologias respiratórias como enfisemas pulmonares e asma, o número de mortes caiu 2,8% ao ano no período considerado pela pesquisa. Para o Ministério da Saúde, o resultado está ligado com a redução no tabagismo no Brasil. Entre 1989 e 2009, o número de fumantes no país caiu de 35% para 16,2%.

O órgão destacou o crescimento de 10% na incidência de diabetes tipo 2 (mellitus). A doença está ligada, principalmente, à obesidade e ao histórico familiar. Segundo o sistema Vigitel, voltado para o monitoramento de fatores de risco e proteção para doenças crônicas não transmissíveis, o número de obesos foi de 11,4% para 13,9% da população brasileira, entre 2006 e 2009.

Queda nas causas parasitárias

A inversão na relação entre doenças crônicas e degenerativas e as parasitárias e infecciosas começou na década de 1980, segundo o Ministério da Saúde. Com as ações de combate a vetores e o desenvolvimento de vacinas, atualmente as doenças infecciosas são apenas a oitava causa de morte no país, com 4,4% dos óbitos.

As regiões Norte e Nordeste respondem por boa parte da queda, já que há trinta anos os percentuais de mortes por causas parasitárias ou infecciosas eram 26% e 21%, respectivamente. Em 2008, esses valores caíram, pela ordem, para 6,5% e 5% dos óbitos.

 

Published in: on 15/12/2010 at 16:18  Deixe um comentário  

Araraquara será a 1ª no mundo a vacinar contra a dengue.

Araraquara será a primeira cidade do mundo a fazer uma vacinação em massa contra a dengue. A informação foi divulgada nesta terça-feira (14) pela secretária municipal de Saúde, Regina Barbieri Ferreira, durante um encontro com uma das maiores autoridades mundiais no combate a doenças infecciosas, o pesquisador Donald Francis.

A cidade foi escolhida pela qualidade da rede de atendimento na área da saúde e por causa das condições do clima.

“A equipe da Vigilância Epidemiológica já tem uma tecnologia preparada para fazer as pesquisas, ou seja, vacina e faz o controle dos vacinados”, disse Regina Barbieri Ferreira.

A tecnologia da vacina foi transferida para o Instituto Butantan pelo Instituto Nacional de Saúde (NIH, na sigla em inglês) dos Estados Unidos. O imunizante foi testado no país e apresentou um resultado eficaz em pessoas que nunca contraíram a doença.

A previsão é que os testes clínicos comecem a ser feitos em 2011 em São Paulo com pessoas que não tiveram contato com a doença e, posteriormente, em Araraquara, com pessoas que já foram infectadas pelo vírus. Somente depois que a eficácia for confirmada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) a vacina deverá ser aplicada em moradores de Araraquara.

“Não é um medicamento, é uma prevenção e caso a pessoa esteja vacinada contra esta doença jamais ficará com dengue”, afirmou o epidemiologista Cláudio Amaral.

A vacina vai proteger contra os quatro tipos de dengue existentes e a proposta é que ela seja fornecida pela rede pública de saúde. “Nas melhores hipóteses, daqui a um ano e meio o município já deve entrar em processo efetivo de vacinação”, afirmou a secretária de Saúde.

Texto retirado do site Globo. com.

Published in: on 15/12/2010 at 16:08  Deixe um comentário  
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