Micróbios deixam de ser vilões e se tornam protetores da saúde.

Por cerca de um século, os médicos travaram uma verdadeira guerra contra as bactérias, tendo os antibióticos como sua principal arma. Mas essa relação vem mudando à medida que os pesquisadores adquirem um maior conhecimento sobre os mais de 100 trilhões de micróbios que têm o corpo humano como moradia fixa – flora essa conhecida como microbioma. 

Essa nova abordagem na área da saúde é conhecida como ecologia médica. Em vez de promover uma matança indiscriminada, médicos como Julio Segre, do Instituto de Pesquisa do Genoma Humano, pretendem se tornar gestores da selvagem vida microbiana. 

“Não posso esperar até que essa se torne uma grande área da ciência”, declarou Michael Fischbach, microbiologista da Universidade da Califórnia, em São Francisco, e autor de um manifesto da ecologia médica publicado recentemente no periódico especializado “Science Translational Medicine”. A julgar pela quantidade de descobertas recentes sobre o nosso ecossistema interno, esse momento parece estar se aproximando. 

No início de junho, um grupo de cerca de 200 cientistas – entre os quais, Julio Segre – publicou o mais ambicioso mapa do microbioma humano até o momento. Conhecido como Projeto Microbioma Humano, o documento é baseado em exames de 242 pessoas saudáveis, que foram investigadas durante dois anos. 

Os cientistas sequenciaram o material genético de bactérias retiradas de mais de 15 lugares dos corpos dos sujeitos estudados. A coleta acusou mais de 5 milhões de genes. Esse projeto e outros trabalhos do gênero estão revelando algumas das formas com que nossos residentes invisíveis podem moldar nossas vidas, desde o nascimento até a morte.

Apesar de ter um foco maior nas bactérias, o Projeto Microbioma Humano descobriu que a nossa flora interna inclui também outros seres vivos, como vírus. Muitas espécies do “viroma” humano são especialistas na infecção de bactérias, nos ajudando no combate de doenças. 

Nosso corpo também abriga fungos, que têm o papel de equilibrar o microbioma humano. No intestino, por exemplo, os micróbios têm o importante papel de sintetizar determinadas vitaminas e quebrar certos compostos vegetais complexos em pedaços digeríveis pelo nosso organismo.

A ecologia médica não pretende acabar com o uso dos antibióticos. No entanto, orientando o ecossistema invisível dentro dos nossos corpos e sobre ele, os especialistas podem ser capazes de encontrar outras formas de combater doenças infecciosas que impliquem colaterais menores. Observar o microbioma também pode auxiliar o tratamento de disfunções que não parecem estar relacionadas diretamente a bactérias, incluindo a obesidade e o diabetes.

Texto retirado do jornal O TEMPO. 

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Novo tipo de bactéria superresistente é identificado na Grã-Bretanha.

Cientistas da Universidade de Cambrigde, na Grã-Bretanha, descobriram um novo tipo de superbactéria: uma cepa até então desconhecida do Staphylococcus aureus resistente à meticilina (MRSA, na sigla em inglês). O achado foi relatado na revista médica “Lancet Infectious Diseases”.

O micro-organismo foi encontrado em amostras de leite colhidas de vacas, durante uma pesquisa sobre mastite. Mas, segundo Laura Garcia-Álvarez, autora principal do artigo científico que relata a descoberta, a nova versão dos MRSAs está presente tanto nos bovinos comoem humanos. Asamostras em homens foram encontradas na Escócia, Inglaterra, Dinamarca, Irlanda e Alemanha.

Os micro-organismos Staphylococcus são comuns na natureza e podem estar presentes na pele de até 15% dos humanos, somente causando infecções quando entram no corpo através de cortes e ferimentos.

Para combater esta bactéria, normalmente são usados medicamentos derivados da penicilina. O problema surge quando alguns tipos deStaphylococcus aureus, a espécie mais violenta de gênero de bactéria que sempre causa doenças, tornam-se resistentes a essas drogas.

A ameaça ao corpo é a mesma que a de um Staphylococcus aureus normal, mas as opções de tratamento diminuem. Infecções por MRSAs são mais frequentes em ambientes hospitalares, locais onde a resistência a antibióticos é favorecida.

A nova cepa não é detectada pelo métodos consagrados para identificar os Staphylococcus aureus resistentes à metilicina. Ela possui uma versão do gene mecA, porém apenas 60% fiel ao original encontradoem outras MRSAs.

Texto retirado do site G1.

Álcool gel é pouco eficaz para prevenir o vírus da gripe suína.

Lavar as mãos com álcool gel, uma medida preventiva muito popular durante a pandemia de gripe H1N1 em 2009, não aumenta a proteção contra o vírus, afirma estudo divulgado anteontem em uma conferência médica nos Estados Unidos.

“Um desinfetante de mãos à base de álcool não reduz de forma significativa a frequência das infecções por rinovírus (responsáveis pelo resfriado, entre outros) ou o vírus da gripe”, afirmam os autores do trabalho.

O estudo foi apresentado em Boston, nos Estados Unidos, na conferência intercientífica sobre agentes antimicrobianos e quimioterapia (Interscience Conference on Antimicrobial Agents and Chemotherapy), que reúne em torno de 12 mil especialistas em doenças infecciosas até amanhã.

O trabalho foi dirigido por Ronald Turner, da Universidade de Virgínia, e financiado pela Dial Corporation, uma empresa de produtos de higiene e cuidado do lar, filial do grupo alemão Henkel.

“Os resultados desse estudo sugerem que a transmissão pelas mãos é talvez menos importante para a propagação do rinovírus do que se acreditava”, afirmam os autores.

Os cientistas concluíram que 12 de cada cem participantes do grupo que lavou regularmente as mãos com álcool gel foram contaminados com o vírus da gripe H1N1, enquanto que no grupo que não usou nenhum desinfetante, 15 de cada cem contraíram a doença.

Anvisa abre consulta e propõe o uso em clínicas e hospitais

Hospitais e clínicas de todo o país deverão disponibilizar preparações alcoólicas para que profissionais de saúde higienizem as mãos. É o que prevê a Consulta Pública 68/2010, da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), que estabelece também como as formulações devem estar disponíveis para os profissionais: nas formas gel, líquida, espuma, dentre outras.

Com essa medida, a Anvisa pretende aumentar a adesão dos profissionais de saúde ao procedimento de higienização das mãos – estimada hoje em 40%, uma taxa considerada baixa.

A consulta pública sobre o álcool gel já encerrou o recebimento de sugestões e está, atualmente, sendo avaliada pela Anvisa. Somente após a publicação da norma, haverá, de fato, a obrigatoriedade dessa disponibilização.

Texto retirado do jornal O Tempo.

Published in: on 12/10/2010 at 16:37  Deixe um comentário  

COMO AJUDAR NO CONTROLE DA HANSENÍASE?

Convidamos você para liderar essa mudança. Chame seus amigos e parentes, discuta o conteúdo desta matéria, reprograme seus conceitos e com a sua participação, mudaremos a realidade da hanseníase no Brasil, em beneficio de todos nos!

São muitas as histórias de discriminação contra quem teve ou tem hanseníase. Esse preconceito é causado pelo medo que a sociedade tem e pela falta de informação. O medo e o preconceito estão em todos nós, pois eles fazem parte de nossa cultura e foram construídos ao longo da história desde os tempos bíblicos.

Mas o que foi construído pode ser desconstruído, refeito. Conscientes das possibilidades de mudança, nós podemos agir para refazer o conceito da doença e a relação que temos com ela a partir da realidade atual, do que sabemos sobre a cura, a transmissão, os recursos para tratar e cuidar de quem adoece.

O que e hanseníase?

A hanseníase é uma doença causada pelo Mycobacterium leprae, que é um bacilo. Ele foi descoberto em 1873 pelo medico Amaneur Hansen na Noruega, um país da Europa que já controlou a hanseníase. Em homenagem ao seu descobridor, o bacilo é também chamado de Hansen.

A hanseníase:

– É uma doença contagiosa, que passa de uma pessoa doente que não esteja em tratamento, para outra;

– Demora de 2 a 5 anos, em geral, para aparecerem os primeiros sintomas;

– Apresenta sinais e sintomas dermatológicos e neurológicos que facilitam o diagnóstico;

– Pode atingir crianças, adultos e idosos de todas as classes sociais, desde que tenham um contato intenso e prolongado com o bacilo;

– Instala-se principalmente nos nervos e na pele.

– Pode causar incapacidades/deformidades quando não tratada ou tratada tardiamente;

-Tem cura;

– O tratamento é um direito de todo cidadão e esta disponível gratuitamente em todas as unidades de saúde do SUS.

Como se pega a hanseníase?

– Uma pessoa pega a doença pela respiração, por meio das gotas eliminadas no ar pela tosse, pela fala e pelo espirro de uma pessoa com hanseníase (de forma contagiosa) sem tratamento, através de convívio direto e prolongado.

– O bacilo penetra através das vias respiratórias, percorre o organismo e se instala, preferencialmente, nos nervos periféricos e na pele. O bacilo tem uma reprodução lenta.

– O contato direto e prolongado com uma pessoa doente em ambiente fechado e com pouca luz solar aumenta a chance de a pessoa se infectar com o bacilo.

– A maioria das pessoas que recebe o bacilo não adoece. Entre as que adoecem, muitas desenvolvem manchas e apresentam poucos bacilos (forma paucibacilar da doença). Outras desenvolvem formas mais graves da doença, apresentando vários tipos de lesões com muitos bacilos na pele, nos nervos e em outros órgãos do corpo (forma multibacilar da doença).

– Nem todas as pessoas teem hanseníase da forma contagiosa e as que são contagiosas, deixam de ser quando se começa o tratamento.

Lembre se:

– Os doentes (da forma contagiosa) param de transmitir a hanseníase logo que começam o tratamento.

– Somente a pessoa doente (da forma contagiosa) que ainda não iniciou o tratamento transmite a hanseníase.

– Não se pega hanseníase bebendo no copo ou utilizando o mesmo talher da pessoa com a doença.

– A maioria das pessoas tem resistência natural contra o bacilo e não adoece.

Como prevenir a hanseniase?

Ela aparece de forma silenciosa e muitas vezes nem as pessoas nem os profissionais da saúde valorizam queixas como formigamento no pé ou mãos, choque, fisgadas, comichões e sinais como manchas esbranquiçadas, queda de pelos e diminuição do suor (áreas da pele que não fixam pó ou poeira).

Aparecendo quaisquer destes sintomas vá ao posto de saúde e faça o diagnóstico e tratamento precoce da doença levando consigo todas as pessoas que tem contato prolongado. Abra portas e janelas para o sol entrar nos ambientes e transmitir o que sabemos sobre a doença a outras pessoas.

Sinais e sintomas

– Uma ou mais manchas esbranquiçadas, avermelhadas ou amarronzadas em qualquer parte do corpo.

– Área de pele seca e com falta de suor.

– Área da pele com queda de pelos, inclusive nas sobrancelhas.

– Úlceras de perna e pés

– Caroços no corpo, em alguns casos avermelhados e dolorosos.

– Área de pele com perda ou ausência de sensibilidade (não sente ao tocar).

– Área de pele com parestesias (sensação de formigamento) ou diminuição da sensibilidade ao calor, a dor e ao tato. Pessoa se queima ou se machuca sem perceber.

– Dor e sensação de choque, fisgada e agulhadas ao longo dos nervos dos braços, das pernas e dos pés, inchaço de mãos e pés.

– Diminuição da força dos músculos das mãos, pés e face devido à inflamação de nervos que nesses casos podem estar engrossados e doloridos. Há exemplos de pessoas que não conseguem mais segurar uma panela, uma sombrinha, um jovem que não consegue chutar uma bola, uma criança que não consegue empinar uma pipa.

Como é feito o tratamento da hanseníase?

O tratamento da hanseníase é feito com medicamento oral, PQT (poliquimioterapia) com dose mensal na unidade de saúde e cuidados com a pele, olhos, mãos e pés para prevenção de incapacidades. O tratamento é gratuito em todas as unidades de saúde do SUS não tem em hospitais e clínicas particulares.

ESPALHE MULTIPLIQUE E NOS AJUDE A ACABAR COM O PRECONCEITO E A DOENÇA ESTARÁ EM NOSSAS MÃOS.

ENFERMEIRA ROSANE ESCOBAR AVELAR
PSF DO MUNICÍPIO DO PAULISTA – PE

Published in: on 14/08/2010 at 23:20  Comments (16)  

Vacinação de grávidas e doentes contra H1N1 está abaixo do esperado, diz Saúde.

O Ministério da Saúde informou nesta terça-feira (13) que 20,4 milhões de pessoas foram vacinadas contra o vírus H1N1 desde o início da campanha, no dia 8 de março. O número representa 34,8% do público-alvo das três primeiras etapas da vacinação.

A imunização de mulheres grávidas (48,7%) e pessoas com doenças crônicas (44,2%) está abaixo do esperado, segundo o ministério. Já a vacinação de funcionários da área de saúde superou 97% e a de crianças entre 2 e 6 anos atingiu, até o momento, 73%. Grávidas, crianças pequenas, doentes crônicos e jovens entre 20 e 29 anos têm até o dia 23 para se vacinar. Deste último grupo 20,2% foram imunizados.

O Ministério da Saúde reforça a importância da vacinação para os quatro grupos que já podem procurar os postos de saúde. Segundo o ministério, eles concentram 90% dos casos da nova gripe e mortes em 2009. Dos 2.051 óbitos registrados no ano passado, 1.539 (75%) ocorreram em pessoas com doenças crônicas. Entre as grávidas, a mortalidade foi 50% maior que na população geral.

Campanha

Para ser imunizado, é preciso ir aos postos de vacinação levando documento de identidade com foto. O medicamento é contra-indicado a quem tem alergia a ovo.

Na última sexta-feira o Ministério da Saúde prorrogou até o dia 23 de abril a vacinação de grávidas, doentes crônicos (exceto idosos) e crianças de seis meses e menores de dois anos.

Para quem faz parte desses grupos, não é necessário apresentar atestado médico comprovando gravidez ou doença crônica. Na vacinação das crianças, pais e responsáveis devem levar aos locais de imunização apenas os bebês que já completaram seis meses de idade e os menores de dois anos.

É muito importante levar o cartão de vacinação das crianças, diz o ministério. Elas receberão uma dose dividida em duas vezes. A segunda meia dose será administrada 30 dias após a primeira. Se a criança completar seis meses depois do dia 23 de abril, também poderá ser vacinada normalmente.

Em relação aos doentes crônicos, devem procurar os postos de vacinação pessoas com menos de 60 anos que têm problemas sérios de coração, pulmão, rins, fígado, diabéticos, pacientes em tratamento para aids e câncer ou os chamados grandes obesos.

Aqueles que serão vacinados devem levar aos postos um documento de identidade com foto e a carteira de vacinação do adulto, se possuírem.

Os idosos com doenças crônicas devem aguardar. A população com mais de 60 anos terá uma etapa exclusiva, entre os dias 24 de abril e 7 de maio, juntamente com a Campanha Nacional de Vacinação do Idoso contra gripe comum.

Texto retirado do site G1.

Pessoal, poxa vida… é a sua saúde e da sua família que está em risco. É rápido e você se previne. Eu já tomei!!! Faça isto você também…

Published in: on 14/04/2010 at 0:50  Comments (1)  

Descobertos organismos que passam a vida sem oxigênio no fundo do mar.

Um “estilo de vida” sem oxigênio era considerado exclusividade de vírus e micro-organismos unicelulares. Mas um grupo de cientistas italianos e dinamarqueses descobriram três espécies de animais multicelulares (ou metazoários) com menos de 1 milímetro de comprimento que passam toda a vida em águas privadas de oxigênio no fundo do Mar Mediterrâneo, ao sul da Grécia.

As espécies, da família Loricifera, ainda não foram batizadas. Elas vivem a mais de 3 quilômetros da superfície, em sedimentos anóxicos (sem oxigênio) na Bacia de Atalanta, um vale no fundo do mar pouquíssimo explorado. O grupo de pesquisa foi coordenado por Roberto Danovaro, da Universidade Politécnica de Marche, em Ancona (Itália).

Texto retirado do site G1.


O estudo completo vocês teem no site http://www.biomedcentral.com/1741-7007/8/30/abstract

Segue resumo do artigo em inglês:

The first metazoa liying in permanently anoxic conditions

Roberto DanovaroAntonio Dell’AnnoAntonio PuscedduCristina Gambi, Iben Heiner and Reinhardt Mobjerg Kristensen

Abstract (provisional)

Background

Several unicellular organisms (prokaryotes and protozoa) can live under permanently anoxic conditions. Although a few metazoans can survive temporarily in the absence of oxygen, it is believed that multi-cellular organisms cannot spend their entire life cycle without free oxygen. Deep seas include some of the most extreme ecosystems on Earth, such as the deep hypersaline anoxic basins of the Mediterranean Sea. These are permanently anoxic systems inhabited by a huge and partly unexplored microbial biodiversity.

Results

During the last ten years three oceanographic expeditions were conducted to search for the presence of living fauna in the sediments of the deep anoxic hypersaline L’Atalante basin (Mediterranean Sea). We report here that the sediments of the L’Atalante basin are inhabited by three species of the animal phylum Loricifera (Spinoloricus nov. sp., Rugiloricus nov. sp. and Pliciloricus nov. sp.) new to science. Using radioactive tracers, biochemical analyses, quantitative X-ray microanalysis and infrared spectroscopy, scanning and transmission electron microscopy observations on ultra-sections, we provide evidence that these organisms are metabolically active and show specific adaptations to the extreme conditions of the deep basin, such as the lack of mitochondria, and a large number of hydrogenosome-like organelles, associated with endosymbiotic prokaryotes.

Conclusions

This is the first evidence of a metazoan life cycle that is spent entirely in permanently anoxic sediments. Our findings allow us also to conclude that these metazoans live under anoxic conditions through an obligate anaerobic metabolism that is similar to that demonstrated so far only for unicellular eukaryotes. The discovery of these life forms opens new perspectives for the study of metazoan life in habitats lacking molecular oxygen.

Published in: on 06/04/2010 at 21:33  Comments (2)  
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