Peixe com radiação elevada é fisgado a 200 km de Fukushima, diz emissora.

Um peixe foi fisgado a cerca de 200 km ao sul da usina nuclear de Fukushima, no Japão, com quantidade de césio radioativo por quilo acima do limite legal do país, informou a emissora pública japonesa “NHK” por meio de nota, nesta segunda-feira (18).

Autoridades da Prefeitura de Chiba, no Japão, afirmaram ter obtido esta leitura ao examinar um peixe do tipo perca, fisgado a cerca de 10 km do litoral do município de Choshi, na última quinta-feira (14).

peixe1

A cidade de Choshi está a 200 km ao sul da central atômica de Fukushima, que foi palco do maior desastre nuclear dos últimos anos. A catástrofe ocorreu em março de 2011, após um gigantesco tsunami, provocado por um violento terremoto de magnitude 9, afetar gravemente o funcionamento da central e provocar o vazamento de radiação em uma zona do nordeste do país, forçando a evacuação de centenas de milhares de pessoas.

O exemplar de peixe obtido continha 130 becquerel de césio radioativo por quilo, acima dos 100 becquerel estabelecidos como quantidade máxima pelo governo japonês.

Após o acidente na usina, em 2011, o Japão rebaixou no ano passado o limite máximo permitido de césio em produtos comestíveis para adultos, de 500 para 100 becquerel por quilo.

É a primeira vez que um peixe fisgado em Chiba supera o limite de concentração de radioatividade definido pela lei japonesa.

Em todo caso, as cooperativas da cidade de Choshi já haviam suspendido as vendas de percas japonesas como medida preventiva, após detectarem 60 becquerel de césio por quilo em um exemplar pescado no litoral da cidade, em dezembro do ano passado.

Texto retirado do site G1.

Aumenta a apreensão de bichos clandestinos em aeroportos do país.

Provavelmente, o destino dela seria viver como animal de estimação de alguém que estava aguardando sua chegada ao Brasil. Mas a iguana, que viajou vários quilômetros embalada numa caixa de papelão fechada com fita adesiva, não foi entregue no endereço de seu destino, ao contrário das outras encomendas do mesmo voo. A entrada do bichinho no país foi barrada pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). O caso é curioso e triste ao mesmo tempo – porque não é o único. Além de animais exóticos, doce de leite, camarão em conserva, queijos, sementes e flores têm cada vez mais atravessado as fronteiras brasileiras de forma irregular. Sem autorização, há risco de entrada de epidemias ou doenças que se alastram sem controle. “Quando uma praga nova chega ao país, não encontra resistência e se espalha descontroladamente”, explica Harumi Hojo, responsável pela triagem de produtos vegetais e assistente do Instituto Biológico, da Secretaria de Agricultura de São Paulo.

No ano passado, foram apreendidas 75 toneladas de produtos alimentícios ou animais nos cinco principais aeroportos brasileiros – volume recorde, segundo o Mapa. Em um ano, o total de apreensões subiu 25%, a maior alta anual já registrada pelo órgão. Todos os voos fiscalizados são internacionais e a maioria dos produtos apreendidos é para o consumo ou para uso próprio. Só do aeroporto de Guarulhos, em São Paulo, foram 50 toneladas de itens irregulares, dois terços das apreensões feitas ao longo do ano. Em segundo lugar, ficou o aeroporto Galeão, no Rio de Janeiro, com 12 toneladas.

Arte-apreensoes-de-animais-2-original

O crescimento no volume de produtos e animais apreendidos coincide com o aumento do número de viajantes

 que passam pelos aeroportos brasileiros. Desde 2000, o número de passageiros com destino ao exterior aumentou 16,6% para um recorde de 24,4 milhões no ano passado. O desconhecimento faz as pessoas cometerem a imprudência de colocar na mala alimentos típicos de vários países, como queijos franceses, o presunto espanhol ou o doce de leite argentino. “Geralmente esses itens vêm escondidos no fundo das malas, em embalagens falsas de cigarro ou no paletó”, conta Mirela Eidt, fiscal federal agropecuária. Qualquer produto de origem animal, como lácteos, embutidos, pescados e alguns de origem vegetal, como sementes, mudas e frutas são proibidos. O perigo é a disseminação de pragas, como a “vassoura de bruxa”. Esse fungo prejudicou a produção de cacau na Bahia, região responsável por 70% do plantio nacional. Não há como pagar multa ou pedir uma análise do Mapa para recuperar o produto. Todos são incinerados.

O Mapa tem aumentado as fiscalizações em aeroportos. Em janeiro, as apreensões dobraram em relação ao mesmo mês do ano passado. O objetivo é evitar casos como a do caramujo africano, que entrou no país nos anos 80 para substituir o escargot, um tipo de caracol comestível. O Ibama proibiu sua criação e o caramujo foi jogado na natureza. Hoje, é uma praga que destrói alfaces e orquídeas. Como as plantas, animais trazem algumas doenças – a Febre Aftosa, que pode afetar bovinos e suínos, e a peste suína chegaram ao país dessa maneira. “Somos excelentes produtores de carne suína”, diz Mirela. “Sacrificar animais doentes traz um prejuízo econômico considerável para o país.” E não adianta ter boa intenção, como um senhor que foi pego com três coelhos dentro da mala que seriam dados de presentes para as netas. Dois chegaram mortos – provavelmente sufocados – no Brasil. O terceiro teve de ser sacrificado, assim como a iguana embalada na caixa de papelão. Segundo o Ministério, sacrificar os animais que chegam de forma clandestina na bagagem é uma prática comum, tendo em vista que poucos podem ser devolvidos ao seu país de origem.

Arte-apreensoes-de-animais-size-575

Texto retirado do site VEJA.

Milhões de pássaros morrem em sinalizadores de minas nos Estados Unidos.

Milhões de aves já morreram e outros milhões estão em perigo devido a um problema generalizado, encontrado em doze Estados da região oeste dos Estados Unidos: os tubos de plástico usados para sinalização de 3,4 milhões de áreas de mineração em terras públicas. As informações são da Care 2.

As vítimas incluem aves migratórias ocidentais, pássaros azuis das montanhas, e até corujas e pica-paus, que têm confundindo as extremidades abertas dos tubos de PVC com cavidades naturais que procuram utilizar para se empoleirar, fazer ninho ou se aquecer.

As aves são condenadas quando, ao adentrar os tubos de PVC, que possuem em média 4 polegadas de diâmetro e ficam suspensas a cerca de 4 metros de altura, ficam presas pois não conseguem ganhar força para se mover sobre as superfícies interiores lisas e não podem estender as suas asas para voar para fora das cavidades estreitas. Após pouco tempo presas nos tubos, elas finalmente sucumbem à inanição ou desidratação.

2956739.large_

A ONG The Audubon Society comenta:

“Esses tubos verticais com extremidades abertas representam um perigo enorme para as aves e outros animais selvagens. Eles são particularmente perigosos para as aves que neles entram em busca de lugar para ninho ou proteção. Uma vez lá dentro, os pássaros são incapazes de abrir suas asas para voar para fora, e as laterais lisas tornam impossível sair. Inevitavelmente, as aves sofrem uma morte miserável devido à fome e ao cansaço.

Tubos abertos matam pássaros indiscriminadamente. Foram encontradas aves de todos os tipos, incluindo espécies ameaçadas de extinção, entre as camadas de aves mortas em tubos abertos. E esse incidente pode ocorrer em tubos de uma a 10 polegadas de largura.

Os funcionários da unidade da Audubon Society da Califórnia recentemente derrubaram um tubo de ventilação de 20 metros de altura que estava em uma mina abandonada, e descobriram uma massa preta de 2 metros e meio de comprimento, composta inteiramente de carcaças em decomposição de centenas de pássaros e animais mortos, incluindo falcões, pássaros azuis, pica-paus e pequenos lagartos. A data gravada em concreto na base do tubo mostrou que ele estava no local há mais de 50 anos”.

As autoridades sabem da ameaça, estimada pela ONG American Bird Conservancy como responsável pela morte de pelo menos 1 milhão de aves por ano, embora os representantes da indústria de mineração afirmem que os defensores dos animais exageram o problema.

A tubulação de PVC é resistente, barata e facilmente visível, e tornou-se o material preferido para a sinalização de áreas de mineração no Ocidente ao longo dos últimas décadas.

Essas áreas têm proliferado sob uma lei secular que concede aos cidadãos o direito de extrair ouro, prata e outros minerais em propriedades federais.

Uma das medidas possíveis para eliminar o problema seria a de incentivar os garimpeiros a pleitearem, através de uma campanha de cartas, abaixo-assinado ou e-mails, para que o Governo substitua tubos de PVC por marcadores de outros materiais, tais como postes de madeira.

Com populações em declínio entre os cerca de dois terços de todas as espécies de aves dos Estados Unidos, o Governo Federal é obrigado pelo Tratado de Aves Migratórias a evitar as mortes acidentais de aves e até mesmo punir os responsáveis, disse Darin Schroeder, Vice-Presidente da American Bird Conservancy.

Texto retirado do site ANDA NEWS.

Cadáver de tartaruga é retirado do mar com garrafa pet na garganta.

O cadáver de uma tartaruga adulta, provavelmente da espécie Caretta caretta, foi resgatado, no fim da tarde do dia 03/12, na praia de Pau Amarelo, em Paulista, na Região Metropolitana do Recife. Alertado por banhistas, o corpo do animal foi retirado do mar por Adriano Artoni, que atua como ambientalista voluntário desde 1987. “Quando passei a mão pelo pescoço dela, apertei e comecei a ouvir um barulho de plástico dentro da garganta. Era a garrafa pet, mas não sei dizer se colocaram ou se ela engoliu”, conta o voluntário.

tartaruga_pauamarelo22-300x225

Rosilda Barreto, professora doutora do Departamento de Morfologia e Fisiologia animal da Universidade Federal Rural de Pernambuco, suspeita que a garrafa tenha sido confundida com alimento. “Essa espécie é chamada de cabeçuda porque tem realmente a cabeça maior, então pode ter tentado ingerir a garrafa junto com outros alimentos”, afirmou.

Animal em extinção, assim como todas as espécies de tartaruga, a cabeçuda não é comum em Pernambuco. “Ela desova mais em Sergipe e no Rio de Janeiro, mas às vezes as correntes marinhas trazem. Aqui, a mais comum é a de pente”, esclarece a professora.

Sobre a espécie da tartaruga, a especialista explica: “Só seria possível afirmar com certeza se houvesse como verificar as escamas da carapaça, mas, pela foto, provavelmente é uma Caretta caretta”.

A tartaruga já estava em avançado estado de decomposição e não tinha a nadadeira traseira esquerda. Segundo Artoni, deveria estar boiando no mar há quatro ou seis dias. O cadáver foi enterrado na areia da praia.

Texto retirado do site G1. 

OBS: Minha família mora nessa praia e é um absurdo que isto ocorra com tanta frequência. Quando precisamos preservar as espécies para que sua extinção não ocorra, outras morrem por lixo que NÓS produzimos. Mundo contraditório!!!

Marilia Escobar 

CRBio 4 convida: Reunião com o Secretário de Meio Ambiente.

Published in: on 21/11/2012 at 17:56  Deixe um comentário  

Lixo plástico sobre o Pacífico constitui um 7º continente no mundo.

Guiada por satélites de alta tecnologia, uma escuna francesa da década de 1930 partiu ao encontro do “7º continente” – uma gigantesca placa de lixo plástico que flutua no Oceano Pacífico, seis vezes maior do que a França. “Chocado pelos detritos encontrados no mar” durante sua participação numa competição de remo, em 2009, o explorador Patrick Deixonne decidiu realizar essa expedição científica para alertar o mundo sobre a catástrofe ecológica em curso no Nordeste do Pacífico.

“A placa de lixo fica em águas pouco usadas pela marinha mercante e o turismo, e a comunidade internacional não se preocupa por enquanto”, diz Deixonne. Membro da Sociedade de Exploradores Franceses (SEF), que patrocina a aventura, e fundador da Ocean Scientific Logistic (OSL), com sede em Caiena, na Guiana Francesa, o explorador informou à agência France Presse querer “ser os olhos dos franceses e dos europeus para esse fenômeno”.

A missão partiu em 2 de maio de San Diego (EUA), a bordo de uma escuna de dois mastros construída em 1938, para um mês de navegação de 4.630 quilômetros, entre a Califórnia e o Havaí, onde o explorador Charles Moore descobriu, por acaso, em 1997, a incrível massa de resíduos plásticos.

Texto retirado do jornal Estado de Minas. 

OBS: Obrigada pela matéria, Karine. 

Marilia Escobar

Workshop Meio Ambiente em Belo Horizonte nos dias 16, 17 e 18 de Outubro. Participe!

Horta em garrafa pet de 5 litros. É possível?

Mais uma ideia genial de reaproveitamento. Assim diminuímos o lixo e melhoramos nossa saúde. E estes alfaces estão lindos!!!

Ideal para quem mora em apartamento e não tem condições de ter sua própria horta.

Obrigada, Leide, pela dica!

Marilia Escobar

Terça Ambiental: Palestra “Revelando a Mata Atlântica” em BH.

 

Maiores informações e inscrição: http://www.sense8.com.br/clientes/amda/?string=inscricao-2

Minas Gerais poderá perder até R$ 450 bilhões com mudanças climáticas em 40 anos.

Os prejuízos causados pelas mudanças climáticas globais à economia do Estado de Minas Gerais poderão chegar a R$ 450 bilhões até o ano de 2050. Os efeitos serão mais acentuados nas áreas mais pobres do estado, ampliando as desigualdades regionais.

 As conclusões são de um estudo feito na Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), em São Paulo, e na Fundação Estadual do Meio Ambiente (Feam), de Minas Gerais.

Para realizar a análise integrada dos impactos econômicos dos fenômenos climáticos, os pesquisadores criaram uma nova metodologia que articula as projeções de alterações climáticas a modelos socioeconômicos.

A pesquisa foi apresentada no dia 23 de maio na Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da Universidade de São Paulo (FEA-USP). Graças à nova metodologia, o estudo realizado tem um grau de detalhamento muito maior, traçando um quadro geral do futuro da economia mineira para setores, regiões e microrregiões consistente com as premissas utilizadas pelo Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC, na sigla em inglês).

O estudo está disponível em: http://migre.me/9g2nX .

Texto recebido por email pelo CRBio 04.

Seguir

Obtenha todo post novo entregue na sua caixa de entrada.

Junte-se a 990 outros seguidores

%d blogueiros gostam disto: